Um cantinho de paraíso...

7.12.17

Uma das coisas boas desta mudança para Lisboa é a proximidade de todo o resto do país e a possibilidade de poder partir à descoberta dependendo apenas do carro. O Alentejo é sempre um bom destino (lembramos sempre uma semana que passámos por Évora e arredores quando começámos a namorar...) e por isso quando começámos a pensar em passar fora o fim de semana grande não tivemos grandes hesitações no destino. O mais difícil foi encontrar um sítio que nos enchesse as medidas dentro do orçamento que tínhamos. Há cada vez mais sítios de sonho. Hotéis de charme, quintas mas tudo o que vimos ultrapassava o que tínhamos em mente. 
Também nas casas a escolha não era fácil mas quando pusemos os olhos no Monte da Fonte Santa nem pensámos duas vezes. Uma ou duas trocas de mensagens para assegurar condições para os miúdos e lá fomos nós. E não nos podia ter saído melhor sorte nesta rifa. Um monte alentejano de sonho só para nós. Para os miúdos foi um delírio já que todo o espaço exterior é incrivelmente bem cuidado e parece uma espécie de quinta pedagógica privativa: burros, cães, gatos, porcos e leitões bebé, cabras, patos e galinhas... E uma piscina natural que no Verão deve ser um sonho.  

Passámos as manhãs a explorar o monte. A dizer bom dia ao Girassol e ao Cacao (os burros do Monte). e a desfrutar daquele espaço sem fim à vista. 

E o pobre Bonaparte (o gatinho) que o Joaquim decidiu que precisava de colo para cada passo que pretendia dar. E que foi alimentado a cada minuto porque estava esfomeado. De acordo com o Joaquim, claro.

E dois murais de Vihls à entrada da casa porque quer dizer...isto é o paraíso e não pode faltar nada. E não faltou. E mal saímos do portão rumo a casa fomos bombardeados com a "quando é que voltamos, quando é que voltamos??!".

Um, dois, três coletes...

4.12.17

O tempo mais frio chama-me sempre mais para o tricot. É um padrão. E com estes dias de correria e com pouca concentração para - depois de os deitar - ainda conseguir fazer alguma coisa, nada como um projecto simples para dar um boost de motivação. 
Quando pus os olhos no fio numa ida à Retrosaria onde comprei o fio para o gorro, soube logo que tinha que fazer alguma coisa com ele e bastou olhar para o IG da Rosa Pomar para ter a certeza do que iria ser.  Nunca tinha adaptado um projecto em tricot para diferentes tamanhos mas parti do tamanho recém nascido partilhado pela Rosa e seguindo os seus conselhos, adaptei para os três tamanhos cá de casa. Para o colete da Isabel montei 38 malhas, para o Joaquim 45 e para o Manuel 50 (com agulhas 10mm). Depois ajustei este número de malhas ao esquema e foi uma espécie de sempre a abrir até ter os coletes prontos, mesmo a tempo para usar no nosso fim de semana prolongado no Alentejo.
O efeito fica lindo. É preciso olhar bem e tocar para perceber que é uma peça em tricot. Parecem umas ovelhinhas. E o melhor de tudo: eles adoraram. Ainda tinha a ideia de fazer um fecho com um fio de cabedal que não consegui executar ainda mas que vou experimentar um destes dias.  Claro que agora só penso em fazer um para mim. Colete, casaco, camisola. Ou uma camisola para a Isabel. Ou uma para cada. Mas como estou a tentar não acumular restos e restos de fios estou primeiro a reaproveitar o que sobrou do fio dos gorros (aqui o Manuel a usar o gorro que fiz para o André) para uma camisola para a Isabel. 


Esta é uma excelente escolha para um presente de última hora para o Natal! Um tamanho como o da Isabel por exemplo, faz-se em 2 ou 3 horas e os maiores em apenas um pouco mais. Perfeito para pessoas apressadinhas como eu. Até acho que um bom exercício para mim é embarcar num próximo projecto com agulhas 2mm :D! Mas esta pressa está-me no sangue, a minha mãe era igualzinha. Só espero ter herdado também o seu incrível talento para tricot.

Ultimamente, por aqui...

28.11.17
... a adaptação tem sido grande. Apesar de não ser uma cidade nova para nenhum de nós, a rotina familiar é muito diferente. O mais importante é que ao fim do dia estamos todos juntos e não há nada melhor que isso mas a verdade é que a adaptação a tantas mudanças não é fácil e estaria a mentir se dissesse o contrário.Sinto que tenho tanto para dizer sobre esta mudança. Sobre os desafios, sobre as descobertas sobre tudo o que têm sido estes últimos três meses...mas a verdade é que ainda é tudo muito recente e há coisas que não sei como pôr por palavras. Por isso, por agora, um apanhado de fotografias dos nossos telefones do que tem sido a nossa rotina: alguns momentos a 2 (yeah), alguns momentos de filhos únicos, muito tempo a 5 (m-a-r-a-v-i-l-h-a)! (deixo o muito trânsito, atrasos, multas de estacionamento e até o carro bloqueado, para outro post :)) ) 



Vamos Tiramisar?

27.11.17

No final de Setembro fui a Roma com duas amigas. Um fim de semana que nos soube a férias grandes como podem imaginar.  Íamos com o nosso roteiro muito bem definido e incluía somente Vaticano e refeições sem pressa. Ainda não consegui fazer um post sobre isso mas acho que em breve o consigo ter aqui. 

Mas, atendendo à ordem de prioridades começo por partilhar convosco a receita do melhor tiramisú que já fiz. Não posso dizer "que já comi" porque nessa viagem experimentei um de pistachio que nunca mais vou esquecer. Mas este não fica atrás e tem feito sucesso cá por casa e para onde o levamos. Como neste dia em que o fotografei em que fiz para um jantar fora de casa e tive que distribui-lo nestes copos enormes o que fez com que parecesse uma gota no meio do copo apesar de ter feito 3 doses. Mas não se prendam com essas minudências :D

Receita para 4 pessoas

Ingredientes:
220g de mascarpone
110 g de crème fraiche
80 g de açúcar (foi o que eu usei apesar da receita original dizer 120g)
1 colher de sopa de água
3 gemas
16 palitos de la reine
4 cafés expresso
100g de cacau cru

Modo de fazer:
1. Fazer os cafés e deixar a arrefecer;
2. Bater o Crème Fraiche na batedeira (ou à mão vigorosamente) e cobrir com pelicula aderente e colocar no frigorífico;
3. Bater as gemas a uma velocidade baixa enquanto com o açúcar e a colher de água se faz o xarope de açúcar;
4. Quando o xarope estiver a 116º (eu fiz a olho, claro) verter cuidadosamente sobre as gemas continuando a mexer até a mistura arrefecer;
5. Juntar depois o mascarpone incorporando e depois o crème fraiche;
6. Molhar os palitos no café com cuidado para não ensoparem demasiado e depois fazer camadas. No final polvilhar com o cacau.



Se gostam de tiramisú não deixem de experimentar este!
Comprei este livro no restaurante onde almoçámos no último dia. Uma reserva que fizemos com 2 semanas de antecedência mas que valeu mesmo mesmo a pena. É um restaurante tradicional com uma mercearia onde hei-de voltar. 

O Inverno a chegar...

22.11.17


Já nos tinham dito que sentiríamos mais a mudança quando chegasse o tempo frio. Porque uma coisa é vir de férias e outra, bem diferente, é passar o dia a dia enfiados em casacos e gorros. Não que já não tivéssemos vivido assim mas quando o fizemos não tínhamos filhos e isso faz toda a diferença.

Ainda não consegui retomar os meus posts por aqui com a regularidade que gostava. E tenho pena. Este blog não tem nenhum fim comercial mas foi criado numa altura difícil e tornou-se numa espécie de companhia para mim. E por isso prometo voltar mais vezes. Fico também com pena porque os miúdos têm crescido tanto e não o tenho conseguido documentar aqui e quero fazê-lo. Quero falar sobre este desafio da escola primária, da adaptação, das conquistas que eles têm feito. Da Isabel e do quanto tem crescido. Fica prometido que em breve volto para falar um pouco disso e de outras coisas. 


Hoje, um novo gorro para a Isabel. Mais de metade da nossa roupa (e vida, já agora) continua em caixotes à espera da mudança e há coisas que já não sei bem onde param. Os gorros são uma delas e por isso resolvi que o mais fácil era fazer novos. Na verdade estava à espera de uma desculpa para dar uso aos dedos numa coisa não muito complicada. Já usei este modelo de gorro outras vezes aqui para o Manuel  e aqui para os rapazes. Gosto muito deste modelo porque é muito versátil e acolhedor para eles. Dá para dobrar ou usar mais solto, para pôr um pom-pom ou simples e gosto muito de todas as versões. 
Desta vez usei um fio da Retrosaria Rosa Pomar (se estiverem pelo Norte, ou mesmo online espreitem também a  Ovelha Negra ) e com agulhas de 5mm fiz 72 malhas. Depois foi só usar o canelado 1x1 até ao comprimento que achei bom para ela e aqui está. O gorro ficou lindo mas a verdade é que o mérito maior é da modelo. :)

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