Nós piquenicamos...

18.5.18

Já andávamos a falar nisto há muito tempo, em especial os miúdos, e agora que o tempo melhorou aproveitámos o primeiro fim de semana sem grandes planos para ir fazer um piquenique. Quando imaginámos o sítio pensámos num passeio um pouco maior ou num local com parque infantil para eles poderem ir depois brincar mas quando lhes demos a escolher nem houve margem de manobra, quiseram logo os Jardins da Gulbenkian acho que em grande parte por causa dos jardins de bamboo que eles adoram explorar.
Tinha inicialmente pensado em fazer uma massa fria mas o André sugeriu uma tortilla e achei logo uma boa ideia. Combinada com os tomates cherry que o Joaquim adora e umas crackers de curcuma com queijo e figo.... As uvas e a gelatina de framboesa ajudaram a fazer a festa com pouco e que nos soube a paraíso. Estendemos a toalha à sombra numa parte em que dava para, por um lado os rapazes explorarem as árvores e, por outro, a Isabel andar à vontade sempre dentro do nosso raio de visão.
Claro que acabámos o piquenique com planos já para o próximo.

Uma camisola para a mãe.

14.5.18

Com as nossas coisas ainda todas encaixotadas num armazém e a minha máquina de costura em parte incerta tenho voltado cada vez mais ao tricot. Por um lado, no Inverno, porque os miúdos precisavam de facto de camisolas e, por outro lado, agora, porque o tricot continua a ser, como sempre foi, uma espécie de terapia de descontração que pratico ao fim do dia, no sofá, depois de ter os miúdos na cama. 
Também me sinto assim um pouco mais próxima da minha mãe muito embora não lhe consiga chegar aos calcanhares, também no tricot. A minha mãe aprendeu a tricotar sozinha, lendo revistas e tinha uma técnica e destreza que descortinava qualquer projecto. Tudo isto pré-era youtube. 

Já eu, rapariga da era youtube, fui procurar um tutorial para me ensinar a fazer um ponto aberto no meio do trabalho e encontrei este. Muito, muito fácil (quase mais fácil do que os pontos básicos e mais rápido porque o trabalho anda muito com estes pontos largos) deu exactamente o toque que eu queria à camisola quebrando a monotonia dos pontos (sem me dar muito trabalho).  
Os fios que usei e pelos quais tantas perguntas recebi no Instagram, são da Tricots Brancal. A Casa Justo, na baixa de Lisboa é o melhor sítio para irem (em comparação com todas as lojas que têm pela cidade) porque tem muita escolha. 
O modelo, fiz, uma vez mais usando a técnica de top down  . Pela internet encontram muita informação e modelos e também podem sempre fazer workshops por exemplo na Ovelha Negra ou na Retrosaria Rosa Pomar. A maravilha desta técnica é a quase ausência de costuras permitindo costurar a peça por inteiro neste caso, de cima para baixo. 

Usei dois fios com brilho e misturei com o amarelo mesclado de vermelho. Adorei a combinação assim que pus os olhos na prateleira da loja e achei que era ideal para esta altura em que o tempo começa a ficar mais quente. Fiz uma manga curta porque era o que mais me dava jeito em termos de guarda roupa mas teria ficado bem também com uma manga comprida ou a três quartos.

Espero que gostem e que se sintam um bocadinho inspiradas a deitar mãos à obra!
Boa semana!

Primavera e Descobertas...

8.5.18

A Primavera chegou. E foi assim de repente. Num dia, acordámos e ela já cá estava. Parece que quase tudo muda com a chegada do tempo mais quente em especial para os mais pequenos cá de casa que ansiavam por passeios pelos jardins, subidas às árvores e descobertas. Especialmente descobertas já que eles estão convencidos que são uma espécie de Indiana Jones.

Mal o calor começou a despontar os pedidos incessantes por sandálias e mangas curtas começaram a soar em uníssono cá por casa. Até a Isabel estranhou ter os braços e as pernas de fora durante o dia e passou largos minutos numa contemplação. 
Nestes dias é como se todas as preocupações desaparecessem e tudo se resumisse a andar pela sombra a vê-los correr felizes e terminar tudo com um gelado salpicado de mini smarties. Na correria das preocupações do dia a dia sinto muitas vezes que dava tudo para voltar a estes bocadinhos. 
Olhar para estes três e ver como estão a crescer para se tornarem pessoas totalmente independentes de nós é um orgulho e, ao mesmo tempo, assustador. Esta sensação de impotência de não conseguir controlar tudo tem-me deixado muitas vezes angustiada. Não quero que sofram e, ao mesmo tempo, não quero protegê-los em demasia. É um equilíbrio que ando a ter dificuldade em encontrar. Muitas vezes obrigo-me a parar e a respirar fundo para não correr em auxílio deles. Assim é crescer e nós, pais, não vamos estar sempre aqui para os defender do mundo e, infelizmente, também das pessoas. 
Mas é assim, deixar o jogo rolar e a bola correr. Fazer o melhor e esperar para ver.

A relação destes três a maneira como incluem a irmã em todas as brincadeiras é qualquer coisa....
E depois de todas estas considerações...muitas fotografias do Domingo neste meu album que é o blog.



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