Foi assim que aconteceu: eu queria uma t-shirt bordada

22.5.17


Andava há algum tempo a namorar umas t-shirts deste género mas com pouca vontade de ter que investir muito dinheiro numa simples t-shirt. Nunca tinha bordado grande coisa - com excepção dos nomes dos miúdos nos bibes da escola ou da pequenina nos sacos de roupa - mas depois de me aconselhar com a Patricia e seguir algumas das sugestões que encontrei aqui fui à caixa de linhas e agulhas da minha mãe e resolvi deitar mãos à obra com uma t-shirt.

Para começar tentei não dar passos maiores que as minhas perninhas limitadas quando a conversa é bordado :) e segui os pontos mais simples. Desenhei primeiro com o lápis e usei um daqueles bastidores simples de bordar porque facilitam muito a tarefa deixando o tecido esticado e todo visível à medida que vamos bordando.
Fiz este pequeno bordado em cerca de uma hora numa noite depois de deitar os miúdos e já no sofá em modo descanso com a televisão debaixo de olho.  Juntei-lhe uma saia linda e uns sapatos que eram da minha mãe e que são de um conforto absoluto e fiquei pronta para um jantar a dois depois de 2 semanas de loucura intensa. 

Espero que tenham gostado e que fiquem com vontade de experimentar! Eu de certeza que não fico por aqui!

Do velho...

17.5.17

Já vos tinha falado no post anterior que andava com vontade de recuperar uma velha mesa perdida no quarto de banho dos miúdos. Quando olho para ela nesta imagem nem consigo acreditar que deixei passar tanto tempo. O meu pai diz (meio a brincar meio a sério) que na altura devia ter muita tinta preta e que por isso se encontram pelas casas uma série de peças desta cor. 

Sempre gostei do formato simples desta pequena mesa de cabeceira/mesa de apoio/pequena estante e quando resolvi deitar mãos à obra segui o mesmo princípio de poupança do meu pai e usei o resto da tinta que tinha usado na mesa anterior. Mas achei que precisava de um toque de cor e o azul nas nossas casas em frente ao mar é sempre uma boa opção e por isso não é de estranhar que tenha sido a minha primeira opção. 

Depois, para me dar um bocadinho mais de trabalho, resolvi forrar uma parte interior com papel parede marmoreado. E assim se chegou a esta pequena mesa que me encheu as medidas.


Os passos são muito simples e acho que na verdade o que é preciso é vontade. E algum material claro, mas nada de complicado.
Comecei por lixar bem a mesa para retirar a tinta anterior para que a nova pudesse aderir bem. Depois, limpei bem a mesa com um pano húmido para tirar todo o pó. 
Usei duas cores de tinta: a beige para o exterior e a azul céu para o interior. Dei duas camadas e no lado de fora ainda dei mais usa deixando sempre seca bem entre camadas.
No final usei uns restos de papel de parede que trouxe da Moon House  e que colei usando cola branca diluída com um pouco de água (espalhando-a bem com um pincel na superfície, esperando uns minutos e aplicando depois o papel).


E assim ganhei uma nova mesa de apoio pela qual me apaixonei.
No total não gastei mais de 20€ com esta remodelação entre tintas, lixas, pincel e papel. Esta parte sabe-me muito bem, claro. E o que me sabe ainda melhor é olhar para esta mesa e saber que tem uma história que agora se reinventa.
Espero que gostem!

A história de uma mesa...

2.5.17





Se me acompanham ali ao lado no Instagram já devem ter percebido que ultimamente tenho andado bastante atarefada com recuperações de mobiliário. 
Já tinha recuperado ou dado nova vida a algumas peças cá de casa mas as obras que temos a decorrer e a necessidade de novo mobiliário de jardim e interior aguçou a minha vontade (e necessidade) e resolvi deitar mãos à obra (literalmente) entre os afazeres com os miúdos mais crescidos, as sestas da Isabel e algumas coisas de trabalho que tenho estado a fazer apesar da licença de maternidade.

Comecei pelos bancos de ferro, passei para as mesas também de ferro, depois as de madeira e depois resolvi ganhar coragem para recuperar esta pequena mesa com décadas e que tinha sido pintada a correr há anos atrás tapando os azulejos que eu lembrava que tinham esta cor de sonho. 
Comecei por lixar bem a madeira para que ficasse o mais perfeita possível e depois ganhei coragem para limpar os azulejos o que se mostrou uma tarefa mais difícil do que eu tinha imaginado. Experimentei vários diluentes mas nada resultava e não queria usar nada demasiado agressivo que os estragasse e por isso quando o marido de uma amiga minha me sugeriu água a ferver achei logo que era uma boa opção para tentar. Foi também um exercício de paciência já que tive que o fazer em várias vezes seguindo depois com uma raspagem muito ligeira à medida que a tinta ia descolando...
Depois foi uma questão de escolher a cor - tentei que fosse uma mais parecida à cor original - e aqui está o resultado final.
Não podia estar mais feliz com o que consegui e uma mesa que estava perdida no meio do quarto de banho dos miúdos quase pronta a ir para o lixo, ganhou agora lugar de destaque como mesa de cabeceira do André. Agora, claro, preciso de uma para mim e já tenho uma debaixo de olho! Mas primeiro, tenho que acabar as mesas do jardim que logo mostro por aqui.
A mesa ficou ainda mais bonita com esta jarra do BisBis Atelier e eu fiquei cheia de vontade de comprar mais algumas para espalhar pela casa.
Com tudo isto as coisas para mim - a costura, o crochet, o tricot, a leitura - têm ficado para um segundo plano mas espero que depois de todas as obras acalmarem consiga voltar ao meu ritmo.
Espero que tenham gostado!

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