A camisola

12.12.17

Depois de ter feito os gorros e porque, uma vez mais, tinha trazido fio a mais, andava a pensar num projeto para fazer. A Isabel precisar de camisolas para este Inverno foi apenas a desculpa que procurava. Queria fazer uma coisa simples que permitisse que ela usasse a camisola rapidamente e lembrei-me logo que fazer uma camisola top-down o que significa tricotá-la como uma peça só. 
Como não conseguia encontrar nenhum modelo assim para criança decidi arriscar tudo e improvisar um. Mas fi-lo com uma rede de protecção.

Assim, e como muitas de vocês me perguntaram no IG e estou com fé de que vão aventurar-se resolvi deixar-vos as minhas notas. Atenção que é a primeira vez que faço algo do género e portanto pode haver algum passo que me tenha esquecido de passar para o papel. Escrevi em inglês porque é a terminologia a que estou habituada e em português confundo sempre os termos :)

Top Down Jumper (12 months)
With 4 mm circular needles, cast on 74 sts;
Row 1-5: *k1, P1*
Switch to 5 mm needles
Setting up markers
K13 (place marker), k24 (place marker), k13 (place marker), k 24 (don´t forget to mark the beginning)
Shaping shoulders
Row 1: *K1 make 1, K to 1 st before marker, Make 1 K1* repeat
Row2: K *
* repeat until you have 38 sts on shoulders
Put arms on hold 
Knit body to desired lenght then rib with 4 mm needles for 5 rows
Arms
Knit arms to desired lenght then rib with 4 mm needles for 5 rows

E é isto! Usei pouco mais que uma meada.

Eu adorei o resultado final. E o André também que já me voltou a recordar que a Isabel continua a precisar de camisolas. Portanto, claro que já comecei outra. Espero que isto vos ajude!

Um cantinho de paraíso...

7.12.17

Uma das coisas boas desta mudança para Lisboa é a proximidade de todo o resto do país e a possibilidade de poder partir à descoberta dependendo apenas do carro. O Alentejo é sempre um bom destino (lembramos sempre uma semana que passámos por Évora e arredores quando começámos a namorar...) e por isso quando começámos a pensar em passar fora o fim de semana grande não tivemos grandes hesitações no destino. O mais difícil foi encontrar um sítio que nos enchesse as medidas dentro do orçamento que tínhamos. Há cada vez mais sítios de sonho. Hotéis de charme, quintas mas tudo o que vimos ultrapassava o que tínhamos em mente. 
Também nas casas a escolha não era fácil mas quando pusemos os olhos no Monte da Fonte Santa nem pensámos duas vezes. Uma ou duas trocas de mensagens para assegurar condições para os miúdos e lá fomos nós. E não nos podia ter saído melhor sorte nesta rifa. Um monte alentejano de sonho só para nós. Para os miúdos foi um delírio já que todo o espaço exterior é incrivelmente bem cuidado e parece uma espécie de quinta pedagógica privativa: burros, cães, gatos, porcos e leitões bebé, cabras, patos e galinhas... E uma piscina natural que no Verão deve ser um sonho.  

Passámos as manhãs a explorar o monte. A dizer bom dia ao Girassol e ao Cacao (os burros do Monte). e a desfrutar daquele espaço sem fim à vista. 

E o pobre Bonaparte (o gatinho) que o Joaquim decidiu que precisava de colo para cada passo que pretendia dar. E que foi alimentado a cada minuto porque estava esfomeado. De acordo com o Joaquim, claro.

E dois murais de Vihls à entrada da casa porque quer dizer...isto é o paraíso e não pode faltar nada. E não faltou. E mal saímos do portão rumo a casa fomos bombardeados com a "quando é que voltamos, quando é que voltamos??!".

Um, dois, três coletes...

4.12.17

O tempo mais frio chama-me sempre mais para o tricot. É um padrão. E com estes dias de correria e com pouca concentração para - depois de os deitar - ainda conseguir fazer alguma coisa, nada como um projecto simples para dar um boost de motivação. 
Quando pus os olhos no fio numa ida à Retrosaria onde comprei o fio para o gorro, soube logo que tinha que fazer alguma coisa com ele e bastou olhar para o IG da Rosa Pomar para ter a certeza do que iria ser.  Nunca tinha adaptado um projecto em tricot para diferentes tamanhos mas parti do tamanho recém nascido partilhado pela Rosa e seguindo os seus conselhos, adaptei para os três tamanhos cá de casa. Para o colete da Isabel montei 38 malhas, para o Joaquim 45 e para o Manuel 50 (com agulhas 10mm). Depois ajustei este número de malhas ao esquema e foi uma espécie de sempre a abrir até ter os coletes prontos, mesmo a tempo para usar no nosso fim de semana prolongado no Alentejo.
O efeito fica lindo. É preciso olhar bem e tocar para perceber que é uma peça em tricot. Parecem umas ovelhinhas. E o melhor de tudo: eles adoraram. Ainda tinha a ideia de fazer um fecho com um fio de cabedal que não consegui executar ainda mas que vou experimentar um destes dias.  Claro que agora só penso em fazer um para mim. Colete, casaco, camisola. Ou uma camisola para a Isabel. Ou uma para cada. Mas como estou a tentar não acumular restos e restos de fios estou primeiro a reaproveitar o que sobrou do fio dos gorros (aqui o Manuel a usar o gorro que fiz para o André) para uma camisola para a Isabel. 


Esta é uma excelente escolha para um presente de última hora para o Natal! Um tamanho como o da Isabel por exemplo, faz-se em 2 ou 3 horas e os maiores em apenas um pouco mais. Perfeito para pessoas apressadinhas como eu. Até acho que um bom exercício para mim é embarcar num próximo projecto com agulhas 2mm :D! Mas esta pressa está-me no sangue, a minha mãe era igualzinha. Só espero ter herdado também o seu incrível talento para tricot.

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