Na lancheira dos rapazes...

21.2.18

Um dos desafios semanais por aqui são os lanches dos rapazes para a escola. Preparar diariamente as lancheiras sem cair na tentação de comprar tudo feito e tentando mostrar alguma criatividade para os surpreender, não é tarefa fácil. 
A fruta e o leite simples (por vezes alternando com iogurtes líquidos) são presenças diárias mas para acompanhar nem sempre é simples escolher o cereal. 

Depois de ver estas barras no IG da Paula (um dos mais inspiradores e criativos que sigo) resolvi experimentar a receita que ela me sugeriu da Dona Hay.
Não a fiz logo porque achei que fosse ser complicada e comprei os ingredientes (todos simples) quando me fui lembrando. No fim de semana resolvi deitar mãos à obra e fiquei mesmo supreendida com a facilidade com que se fazem. Só demora um bocadinho mais por causa dos 20 minutos que tem que ir ao forno mas é tudo incrivelmente simples de fazer. 
Pus um bocadinho de raspas de laranja em cima porque chocolate e laranja é só uma das minhas combinações preferidas de sempre e aqui estão elas. Ou estavam, porque são deliciosas e estão literalmente a voar :)
Experimentem, garanto-vos que não se vão arrepender! 

Este lado da barricada...

16.2.18

É um pensamento ao qual volto muitas vezes: era tudo tão mais fácil quando eu era filha. Tinha todas as certezas e respostas. Hoje, na maioria dos dias, tenho perguntas. Para as quais não consigo encontrar solução. Isto provavelmente acontece em momentos de viragem. Aconteceu com a chegada do Joaquim quando senti que as minhas mãos não davam conta de todos os recados. Falei desse lado B da maternidade aqui. Provavelmente aconteceu com o Manuel também, claro. Mas a chegada do Manuel foi tão assustadoramente difícil que depois de ultrapassados os... desafios (chamemos-lhe assim), tudo foram facilidades e alegrias. 
Agora, com a Isabel e com os meus braços a serem claramente curtos para as solicitações e preocupações, não consigo deixar de pensar nisto. Era tudo tão mais fácil quando eu era apenas filha e do alto da minha petulância achava que tinha as respostas todas. 
Hoje dou voltas à cabeça para encontrar, nem digo respostas, mas pelo menos possibilidades. Porque cada um dos meus filhos é único e especial. E cada um precisa de mim à sua maneira. Diferente dos irmãos. 
Preciso de acompanhar o Manuel nesta complexa descoberta das palavras escritas e dos números e das contas. Preciso de estar ao lado da Isabel nas suas noites ainda mal dormidas, na sua descoberta incessante do mundo. Pelo meio não posso descurar o Joaquim que quer sempre a atenção absoluta da mãe. Preciso pensar como o ajudar melhor nos seus problemas alérgicos e de audição. Preciso procurar médicos e ir às consultas. Preciso pensar como vou encontrar tempo para ajudar o Manuel nos trabalhos de casa com os fins de tarde de correria. Pelo meio preciso perceber como vou lidar com esta vontade da Isabel em comer sozinha e fechar a boca a tudo o que venha em colher. 
Mas há dias em que acho que isto até é o mais fácil. Em que o mais difícil parecer ser esta permanente incógnita de saber se as nossas decisões vão ter o impacto que queremos no futuro. O futuro tem tanto de belo como de assustador. Esta velocidade estonteante a que o mundo evolui, esta pressão cada vez maior sobre os miúdos. Para não falar nesta frágil imagem da felicidade que se espalha pelas redes sociais. 
Tantas vezes, depois de os deitarmos, conversamos sobre isto. Sobre as nossas preocupações. Sobre a falta que as nossas mães nos fazem. A nós e aos nossos filhos. Qualquer uma delas seria um bom contra-peso para estas nossas preocupações, não tenho dúvidas nenhumas. E eu quero acreditar que ambas tiveram dúvidas e medos como eu hoje tenho. Não me quero sentir tão sozinha. Quero acreditar que depois das dúvidas, medos e incertezas chegarei a bom porto como acho que elas chegaram. 
Foi tão mais fácil ser filha. Mas é tão bom ser mãe. Só espero conseguir fazê-lo como elas. 

*e uma fotografia da querida Carina Oliveira. Uma daquelas fotógrafas que tem sempre um brilho especial.

Carnaval, confettis e serpentinas

14.2.18

Este ano o Carnaval passou excepcionalmente rápido. Com pouco tempo para pensar em fazer disfarces acabámos por comprar o que os rapazinhos escolheram vestir: o Bombeiro Jackie e o Manny super Mário. Foram assim para a escola para a festa de Carnaval (na verdade o Joaquim tem andado vestido de Bombeiro há algumas semanas... :) ) mas sem tempo para grandes fotografias na azáfama da manhã. 

Para os compensar da correria que têm sido estas semanas tirámos a terça-feira para dar atenção total aos rapazinhos e, com o bom tempo que estava, resolvemos ir passar o dia a Sesimbra muito porque estávamos cheios de saudades de comer um bom peixe fresco. Como chegámos cedo evitámos toda a confusão de trânsito e estacionamento e conseguimos ainda passear na praia e brincar ao Verão.

Depois do almoço passeamos na avenida enquanto não passava o desfile e gastámos quase todas as serpentinas a ensinar ao Joaquim esta maravilhosa e complexa arte de as atirar pelo ar. A alegria dele de cada vez que conseguia atirar uma era contagiante. Pelo meio, com uma grande plateia a assistir tivemos o Manuel a anunciar a queda de mais um dente (e já vão quatro). 

Foi, como disse o André, um daqueles dias que vamos recordar sempre.
E assim foi, o nosso Carnaval.

Sai um colete para o rapazinho crescido!

12.2.18

Sempre que passo pela retrosaria perco algum do meu poder de síntese e muitas vezes saio de lá com fios para os quais não tenho ainda finalidade específica. Foi o que aconteceu com este Bucos . Foi uma espécie de amor à primeira vista e saí da loja com duas meadas sem saber bem o que fazer com elas.  Depois decidi o ponto que queria fazer. Andava há muito com vontade de experimentar o Loop Stitch. Por fim, e para não arriscar muito, decidi fazer um colete para o Manuel na esperança de que ainda venha a ser usado - pelo menos - também pelos irmãos.

Na verdade fiz um processo totalmente inverso :)). Primeiro o fio, depois o ponto e finalmente decidir o que fazer com tudo isso. Mas não podia ter ficado mais feliz com o resultado final. Depois o André deu a sugestão de pôr um botão para tornar mais confortável o processo de corridas e subidas às árvores e assim foi. Segui a orientação destes modelos que já tinha feito adaptando ligeiramente ao tamanho de agulhas (tive que fazer mais malhas e adaptar o modelo) e acho que resultou bastante bem.
O ponto é facílimo de fazer para quem souber o básico e o efeito é muito bonito. Estou com vontade de fazer alguma coisa para a Primavera para a Isabel. Ou para mim. Vamos ver.

Espero que gostem!

1 ano de Isabel Eufémia...

5.2.18

A nossa menina fez um ano. Não quero parecer lamechas (a verdade é que vive em mim uma lamechas em estado agudo. Culpa de uma combinação explosiva de dois pais lamechas à sua maneira. Adiante.) mas a verdade é que a família que temos hoje é uma espécie de sonho sonhado que um dia se tornou realidade. 
Esta miúda é isto que se vê nas fotografias. É um sorriso à primeira atenção. A boneca dos irmãos. Descansem que também chora. E não é pouco. Só faz o que quer e acha que dormir é para bebés. 

Fizemos um primeiro aniversário em família e para cantarmos os parabéns fiz um pão de ló que cobri com um pouco de cream cheese e decorei com amores-perfeitos (comestíveis) porque achei que nada era mais adequado.

Isabel, quando um dia leres isto, queremos que saibas que és mesmo, um amor perfeito.

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