Na ponta da ilha...

18.8.17

Temos tentado aproveitar estes fins de semana de Verão ao máximo antes de todos os desafios que se adivinham neste Outono. Com os rapazes um bocadinho mais crescidos e com a Isabel como boa companheira de aventuras que é, temos aproveitado para desfrutar deste mar da Madeira ao sabor de inúmeros mergulhos.  
Num destes dias depois de uma tarde de mergulhos resolvemos levá-los a explorar um bocadinho da Ponta de São Lourenço. Ando cheia de vontade de fazer uma pequena Levada (para quem não sabe, passeios lindos na ilha da Madeira) com eles mas como ainda não ganhámos coragem para isso contentámo-nos em explorar um bocadinho deste percurso maravilhoso.

Depois de andarmos um bocadinho os miúdos entretiveram-se a fazer construções com as pedras (ficou prometido voltar para vermos se ainda lá está a construção deles) e nós tirámos uns momentos para desfrutar desta vista maravilhosa e apreciar estes tons que o mar ganha. 
Já perdi a conta à quantidade de vezes que o Manuel nos tem pedido para acampar e em que nos fazemos sempre desentendidos e por isso acho que um passeio por uma levada seguido de um piquenique é capaz de ser um bom compromisso para início de conversa. A ver se ganhamos embalo para isso. 

Nós os cinco, à descoberta...

Oh Verão...

1.8.17

 Não há como negar. A melhor altura do ano para os miúdos é o Verão. E que sorte tivemos este ano com as nossas férias. Ainda que tenham tido que ser condensadas numa semana, a verdade é que nos soube a uma espécie de paraíso depois de um ano intenso. 
Coincidimos no Porto Santo com primos e amigos e os miúdos (7 miúdos e 3 bebés!!) andaram numa liberdade que só me lembrava o "Verão Azul". Todos em apartamentos seguidos, os miúdos andavam numa euforia de casa em casa, a jogar à bola no jardim, a ir a mergulhos e a voltar a casa. Uma das (muitas) coisas boas de estarmos todos juntos é ter sempre um adulto para "deitar o olho" o que deu a toda esta semana um toque especial de férias. 

Nesta semana a Isabel aprimorou a arte de se sentar, o Joaquim perdeu o medo do mar e apurou as suas qualidades de mergulhador em poses na piscina e o Manuel que já nada sozinho, tornou-se num fura ondas por excelência. Não sei bem como é possível crescerem tanto numa só semana mas a verdade é que foi isso que aconteceu. 

A semana acabou e entretanto já voltámos a toda a nossa normalidade. O pai já foi para a sua semana de trabalho e nós voltámos à correria dos dias para preparar todos os desafios que se adivinham. Mas esta semana vai ficar na memória acho que para sempre.

Pão nosso

19.7.17


Já há algum tempo que faço o nosso pão em casa. A maioria do pão pelo menos. Algumas receitas têm resultado melhor que outras mas a melhor de todas foi a desta ciabatta foi a que resultou melhor acredito que por ter usado, ainda que de forma muito superficial, a fermentação natural. 

Aqui em casa somos ávidos consumidores de pão e em vez de o cortar da alimentação com todas estas novas tendências e dietas que o apontam como mau alimento ou que cortam o gluten da alimentação, em vez disso, dizia eu, resolvi fazer o caminho mais longo e aprender a fazer pão como deve ser. Um pão bom que enriqueça a nossa alimentação e que não nos traga problemas de digestão como a maioria do que compramos hoje que fica duro em poucas horas. 

Por isso quando surgiu a oportunidade de fazer um workshop com o Diogo Amorim da Gleba dei uma espécie de salto de contentamento e fui quase literalmente a correr.



O Workshop já teria valido a pena só pelo isco/crescente de pão que trouxe para habitar no nosso frigorífico espero que por muitos e bons anos. Esta será a base de todo o nosso pão. O isco tem que ser alimentado periodicamente (com farinha e água) para servir depois como base de fermentação para o pão que vamos fazendo. Assim controlamos exactamente o que entra no nosso pão. E se usarmos uma boa farinha não há porquê ter problemas de digestão a não ser, naturalmente, em casos de alergias. 


Aprendi imenso na melhor das companhias o que não quer dizer que o pão me vá sair em casa como aquele  que ali fiz e que foi só o melhor pão que já comi. O melhor.
Depois disso já tentei fazer um em casa que foi diretamente para o lixo depois de levedar. Por vários motivos dos quais destaco as pressas da minha rotina. O tentar despachar entre pedidos constantes dos miúdos. Mas não desisti e comecei de novo e aqui vou eu a meio do processo.

Para quem está em Lisboa tem o caminho mais fácil que é ir comprar o pão à Gleba que usa unicamente grão português que mói na hora antes de fazer a massa. Eu já sei onde é que vou comprar pão quando passar por Lisboa. Mas até lá vou treinar até voltar conseguir fazer um pão como o que fiz no workshop. 

Fins de semana por aqui...

4.7.17


Os fins de semana por aqui têm sido mais ou menos assim: gelados, praia, mergulhos e amigos. Em modo repetição a cada sexta-feira. Habitualmente à quinta-feira os rapazes já começam a fazer os seus planos. Escolhem a praia, escolhem os programas e especialmente o Manuel já quer ter a sua autonomia para convidar os amigos ou combinar coisas com eles. A sério, às vezes dou por mim a olhar para ele e a procurar traços do meu bebé. 
Agora temos dois rapazes que jogam futebol a cada oportunidade, que escolhem equipas e fazem fintas. Qualquer momento é um bom momento para um jogo e tivemos que arranjar uma bola mole (um antigo brinquedo deles a que tirámos as pilhas) para poderem jogar dentro de casa. Claro que isto obrigada-me a andar de mãos na cabeça e a soltar alguns "só no chão" ou "rasteirinha!" muito acima dos decibéis que eu gostaria de admitir mas enfim. Acho que um dia vou ter saudades e por isso mais vale aproveitar agora.
Também temos muita velocidade furiosa com uma trotinete que está claramente a ficar pequena para eles. O bom é que a dominam melhor, o mau é que atingem velocidades que nos fazem fazer algumas figuras de pais descabelados pelas ruas. Mas vá lá, para matar as saudades com antecedência....
A Isabel faz 5 meses e penso que começou uma corrida silenciosa com os irmãos para os tentar apanhar. Come e dorme bem (dentro do género bebé de 5 meses....) e já se vira, já brinca com os pés e como se não bastasse já se aguenta sentada. A sério, estou sempre a falar para a mini adulta escondida dentro dela a dizer-lhe que tenha calma que vai ter tempo para mandar nos irmãos. 


No fim de semana foi a regata do Extreme Sailing Series aqui no Funchal e foi, uma vez mais, um espectáculo emocionante. Houve um ventinho maravilhoso que nem encomendado teria sido mais apropriado e andamos a vibrar com as regatas enquanto as víamos da nossa casa. No Domingo o Manuel ficou uma eternidade sozinho a ver quem seria o vencedor. Está nesta idade em que tem uma curiosidade imensa com tudo o que o rodeia e em que quer experimentar todos os desportos e actividades. Para lhes satisfazer um pouco a curiosidade fomos à marina ver os velejadores a preparar os barcos e foi um sucesso.

Os fins de semana têm sido também dias de gelados e pizzas. Em modo contínuo. O sabor preferido destes dois é pistachio seguido de iogurte. Apesar de o Joaquim ainda estar naquela fase de olhar sempre para o de chocolate porque quer dizer: é chocolate.

E assim andamos, numa correria sem fim mas a fingir que conseguimos para o tempo. E temos conseguido, pelo menos aos fins de semana.

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