Ultimamente, por aqui...

31.5.17

Ultimamente por aqui eu bem sei que o blog tem estado no final da minha lista de prioridades. Desculpem-me por isso. Mas entre a correria das semanas com o pai fora, obras a todo o vapor e a "urgência" em meter mãos à obra e remodelar algumas peças para usar na nossa casa. Bom...resta pouco tempo. 
Ainda assim mesmo quando estou sozinha, entre as sestas da Isabel, tento fazer algumas coisas para tornar os meus dias mais especiais. Como bordar algumas pequenas peças ou fugir de um jantar monótono (estou igual à minha mãe e se não vencer a preguiça acabo por comer pratos de feijão verde e um ovo cozido todos os dias...). Esta salada de quinoa com coentros, abacate e um ovo escalfado salpicada com um pouco de tamari tem sido das minhas favoritas.

Temos tentado aproveitar ao máximo o tempo dos fins de semana em passeios ou a aproveitar o nosso jardim e a companhia de amigos. Num destes dias levámos os miúdos a visitar o Engenho de Cana do Açúcar onde a provaram pela primeira vez. A quantidade de memórias que me visitam quando penso nisto são incríveis. Nelas vejo os meus avós maternos e brinco no mesmo jardim onde hoje brincam os meus filhos. Lembro-me de correr e subir às árvores como hoje eles fazem. A vida tem sido tão generosa comigo que às vezes até me custa a acreditar que chegámos aqui tão longe.

A dias de fazer 4 meses a Isabel é uma bebé maravilhosa. Bem disposta já lhe conseguimos arrancar gargalhadas. Vibra quando vê chegar os irmãos e derrete-nos a cada minuto.

Ultimamente por aqui os dias têm sido de correria e apesar de vivermos a achar que tudo vai acalmar no mês seguinte, já sabemos que provavelmente o ritmo não vai abrandar. Mesmo assim, que maravilhosa que é esta viagem.

Foi assim que aconteceu: eu queria uma t-shirt bordada

22.5.17


Andava há algum tempo a namorar umas t-shirts deste género mas com pouca vontade de ter que investir muito dinheiro numa simples t-shirt. Nunca tinha bordado grande coisa - com excepção dos nomes dos miúdos nos bibes da escola ou da pequenina nos sacos de roupa - mas depois de me aconselhar com a Patricia e seguir algumas das sugestões que encontrei aqui fui à caixa de linhas e agulhas da minha mãe e resolvi deitar mãos à obra com uma t-shirt.

Para começar tentei não dar passos maiores que as minhas perninhas limitadas quando a conversa é bordado :) e segui os pontos mais simples. Desenhei primeiro com o lápis e usei um daqueles bastidores simples de bordar porque facilitam muito a tarefa deixando o tecido esticado e todo visível à medida que vamos bordando.
Fiz este pequeno bordado em cerca de uma hora numa noite depois de deitar os miúdos e já no sofá em modo descanso com a televisão debaixo de olho.  Juntei-lhe uma saia linda e uns sapatos que eram da minha mãe e que são de um conforto absoluto e fiquei pronta para um jantar a dois depois de 2 semanas de loucura intensa. 

Espero que tenham gostado e que fiquem com vontade de experimentar! Eu de certeza que não fico por aqui!

Do velho...

17.5.17

Já vos tinha falado no post anterior que andava com vontade de recuperar uma velha mesa perdida no quarto de banho dos miúdos. Quando olho para ela nesta imagem nem consigo acreditar que deixei passar tanto tempo. O meu pai diz (meio a brincar meio a sério) que na altura devia ter muita tinta preta e que por isso se encontram pelas casas uma série de peças desta cor. 

Sempre gostei do formato simples desta pequena mesa de cabeceira/mesa de apoio/pequena estante e quando resolvi deitar mãos à obra segui o mesmo princípio de poupança do meu pai e usei o resto da tinta que tinha usado na mesa anterior. Mas achei que precisava de um toque de cor e o azul nas nossas casas em frente ao mar é sempre uma boa opção e por isso não é de estranhar que tenha sido a minha primeira opção. 

Depois, para me dar um bocadinho mais de trabalho, resolvi forrar uma parte interior com papel parede marmoreado. E assim se chegou a esta pequena mesa que me encheu as medidas.


Os passos são muito simples e acho que na verdade o que é preciso é vontade. E algum material claro, mas nada de complicado.
Comecei por lixar bem a mesa para retirar a tinta anterior para que a nova pudesse aderir bem. Depois, limpei bem a mesa com um pano húmido para tirar todo o pó. 
Usei duas cores de tinta: a beige para o exterior e a azul céu para o interior. Dei duas camadas e no lado de fora ainda dei mais usa deixando sempre seca bem entre camadas.
No final usei uns restos de papel de parede que trouxe da Moon House  e que colei usando cola branca diluída com um pouco de água (espalhando-a bem com um pincel na superfície, esperando uns minutos e aplicando depois o papel).


E assim ganhei uma nova mesa de apoio pela qual me apaixonei.
No total não gastei mais de 20€ com esta remodelação entre tintas, lixas, pincel e papel. Esta parte sabe-me muito bem, claro. E o que me sabe ainda melhor é olhar para esta mesa e saber que tem uma história que agora se reinventa.
Espero que gostem!

A história de uma mesa...

2.5.17





Se me acompanham ali ao lado no Instagram já devem ter percebido que ultimamente tenho andado bastante atarefada com recuperações de mobiliário. 
Já tinha recuperado ou dado nova vida a algumas peças cá de casa mas as obras que temos a decorrer e a necessidade de novo mobiliário de jardim e interior aguçou a minha vontade (e necessidade) e resolvi deitar mãos à obra (literalmente) entre os afazeres com os miúdos mais crescidos, as sestas da Isabel e algumas coisas de trabalho que tenho estado a fazer apesar da licença de maternidade.

Comecei pelos bancos de ferro, passei para as mesas também de ferro, depois as de madeira e depois resolvi ganhar coragem para recuperar esta pequena mesa com décadas e que tinha sido pintada a correr há anos atrás tapando os azulejos que eu lembrava que tinham esta cor de sonho. 
Comecei por lixar bem a madeira para que ficasse o mais perfeita possível e depois ganhei coragem para limpar os azulejos o que se mostrou uma tarefa mais difícil do que eu tinha imaginado. Experimentei vários diluentes mas nada resultava e não queria usar nada demasiado agressivo que os estragasse e por isso quando o marido de uma amiga minha me sugeriu água a ferver achei logo que era uma boa opção para tentar. Foi também um exercício de paciência já que tive que o fazer em várias vezes seguindo depois com uma raspagem muito ligeira à medida que a tinta ia descolando...
Depois foi uma questão de escolher a cor - tentei que fosse uma mais parecida à cor original - e aqui está o resultado final.
Não podia estar mais feliz com o que consegui e uma mesa que estava perdida no meio do quarto de banho dos miúdos quase pronta a ir para o lixo, ganhou agora lugar de destaque como mesa de cabeceira do André. Agora, claro, preciso de uma para mim e já tenho uma debaixo de olho! Mas primeiro, tenho que acabar as mesas do jardim que logo mostro por aqui.
A mesa ficou ainda mais bonita com esta jarra do BisBis Atelier e eu fiquei cheia de vontade de comprar mais algumas para espalhar pela casa.
Com tudo isto as coisas para mim - a costura, o crochet, o tricot, a leitura - têm ficado para um segundo plano mas espero que depois de todas as obras acalmarem consiga voltar ao meu ritmo.
Espero que tenham gostado!

Foi assim que aconteceu: o Vestido

25.4.17

Temos andado em arrumações aqui por casa. Daquelas profundas. Não só na nossa casa como na casa dos meus pais. Com obras à porta já não havia mais desculpas para não olhar para os caixotes, sacos e armários que guardavam peças fechadas há décadas. E eu vou frequentemente a casa dos meus pais revirar algumas gavetas procurar relíquias da minha mãe. Mas a capacidade que o meu pai tem em guardar pequenos tesouros nunca pára de me surpreender.

Numa das visitas guiadas para me contar a nova organização dos armários espalhados pela casa (peças de moda, peças clássicas, ...) encontrei este vestido e deitei-lhe logo a mão. Foi uma questão de instinto. O mesmo que dias antes me tinha feito apanhar um vestido que estava entre trapos para passar a usar como panos de limpeza.
Bastou-me ver o padrão miudinho (adoro este termo, lembra-me a minha avó Irlanda) e as pregas a sair da cintura para perceber que tinhamos sido feitos um para o outro. Quando o vesti nem quis acreditar. Estava perfeito. Sem precisar de nenhum ajuste e com um modelo que me fez querer correr a uma costureira com tecidos para o reproduzir em linha de montagem.
O facto de que foi usado pela minha mãe e de guardar a sua memória faz-me andar com uma confiança que não tenho quando uso outras roupas. Compro cada vez menos roupa, dei um guarda-roupa e mesmo assim tenho a sensação (real) de que tenho o meu armário cada vez mais cheio com estes achados que vou fazendo pela casa dos meus pais. 

Juntei ao vestido umas sandálias iguais a umas que a minha mãe tinha, um anel que as minhas amigas me ofereceram nos anos e os óculos do André e ficou o conjunto perfeito para um passeio para pequeno almoço com a minha família.
Aquela mesma família que por vezes me leva à loucura com o barulho e animação mas de que sinto falta nos primeiros cinco minutos em que estão a dormir.

Gosto disto. De peças com história e talvez por isso nunca me tenha importado de comprar coisas em segunda mão. Mas claro, as minhas preferidas são mesmo as que me chegam de bem perto e que ainda trazem um pouco da minha mãe.
Espero que gostem do meu novo vestido e que me perdoem o notório excesso de fotografias mas ando com um poder de síntese de fugir!

Domingo...

24.4.17

Este Domingo foi um dia em cheio para os miúdos. E até o podia ter sido por apenas um motivo: comeram gelado e ainda nem era hora de almoço. Mas para além disso houve direito a passeios e pequeno almoço tardio (já depois das habituais panquecas em casa, hoje em dia feitas quase sempre pelo André que me deixa ficar até um bocadinho mais tarde na cama).
Para um destes dias de passeio curto em que queremos voltar a casa ainda a tempo de preparar almoço, vamos muitas vezes ao Monte. A maior parte do passeio lá por cima é pedonal e há dois cafés onde vale bem a pena parar. 


Dentro do Monte Palace Tropical Garden encontram um pequeno café que para além de ser dos sítios mais giros que por aqui se vê, tem pequenas refeições deliciosas. Sopas, tostas e pequenos almoços de comer e chorar por mais.
Os miúdos, depois de terem devorado panquecas em casa, ainda comeram uma torrada e o Joaquim, como habitual, provou todos os nossos pratos que é como quem diz, comeu metade. Pelo menos. Com aquele corpo magrinho ele come por três mas ninguém acredita. Quando estamos em casa e eles jantam primeiro ele come o dele, espera que o irmão acabe e deixe alguma coisa para trás e depois come pelo menos 3 peças de fruta. Num dia calmo!

Já não deve faltar muito para invertermos posições....

Eles deliraram com este cisne. Foram corridas e risotas desenfreadas à volta do lago antes do regresso a casa para preparar o almoço.

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