Primavera?

15.2.19

Antes que pensem que sou uma máquina tricotadeira, deixem que esclareça que comecei esta camisola no Verão! Quando a comecei tinha a ideia de a fazer de seguida, estava mesmo motivada mas depois as agulhas finas foram levando a melhor de mim e comecei a meter outros projetos pelo meio numa espécie de necessidade de ver o fim a alguma coisa. Para quem nunca tricotou explico: quanto mais grosso for o fio maiores são as agulhas usadas e mais rápido é o trabalho.
As pedras vou comprando aqui e ali ao longo do tempo e acabo por ter já um uma espécie de espólio que vou usando quando preciso. Usei novamente a técnica "top down" o que me permite ir experimentando à medida que vou fazendo para que fique exatamente do tamanho que quero.
Provavelmente não se lembram mas já tinha feito uma camisola usando pedras e missangas no Verão passado. Desta vez resolvi fazer uma espécie de degrade e adorei o resultado final. Ainda pensei pôr pedras na camisola toda mas depois achei que ia ficar muito pesada e que poderia não resultar bem vestida. Ainda bem que fiz assim porque gosto ainda mais do resultado.
"Quando é que eu faço estas coisas ?". Recebo esta pergunta inúmeras vezes. Eu tricoto sobretudo à noite depois de deitar os miúdos. Diria que 90% é feito nessa altura e algumas vezes ao fim de semana se tudo está calmo e tenho uns 15 minutos no sofá enquanto veem um filme por exemplo. O tricot para mim tem o mesmo efeito que eu via ter na minha mãe: é uma terapia. Habituei-me a estar a ver um filme à noite enquanto vou fazendo isto e agora é muito difícil ver só um filme :D!
Espero que gostem!

A Camisola...

31.1.19

Já vos contei aqui mais do que uma vez que me iniciei no Tricot com a minha mãe que era uma tricotadeira cheia de talento com uma técnica incrível que eu estou longe (tipo anos luz) de atingir. E o que sempre me surpreendeu é que a ela ninguém ensinou a tricotar. Aprendeu sozinha por todos os livros e revistas francesas que entretanto herdei. Hoje em dia se quero aprender a fazer algum ponto novo nem preciso de ir ao computador. Basta aproveitar uma qualquer pausa e com o  telefone ir ver ao youtube. Foi o que aconteceu com esta camisola. 
Vi o ponto num livro da minha mãe, procurei no youtube como se fazia. Comprei este fio e deitei mãos à obra. Pelo caminho tirei algumas dúvidas com uma tricotadeira experiente para fazer esta manga de balão que ficou e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e como eu queria e em menos de quase nada consegui acabá-la (maravilhosas agulhas 9mm).
Aqui percebe-se bem o efeito das mangas de balão que consegui tricotando duas a duas malhas.

Tricotei a frente e costas como duas peças separadas como se fossem dois rectângulos (apenas com um pequeno decote) depois montei a gola e mangas diretamente nas peças para não ter que as coser depois. O acabamento fica muito melhor. E a melhor parte? Pela segunda vez (a primeira foi com um casaco!) anotei tudo (quase tudo, vá) o que fiz em vez de confiar na minha memória que me trai de todas as vezes. Suspeito que isto vai seguir em linha de montagem!
Espero que gostem!

Fim do Ano... II

30.1.19


Depois da Disney fomos para Paris (fomos primeiro para a diversão para evitar passar os dias em Paris a ouvir "quando é que vamos para a Disney" :D ) onde também andámos sempre ao ritmo deles.  Claro que gostava de ter conseguido ir a uma ou duas lojas que tenho debaixo de olho ou a algum restaurante novo mas a verdade é que tudo corre muito melhor quando andamos ao ritmo deles. Para eles e sobretudo para nós. Por isso fizemos os clássicos da Torre Eiffel ou Notre Dame. Tivemos sorte porque no Jardin des Tuilleries apanhámos uma feira de Natal fabulosa que nos fez ficar toda uma tarde entre almoço, passeio e algumas diversões (como uma Roda gigante com uma vista soberba da cidade).
A Isabel com umas calças que eram minhas e que o meu pai tinha guardado. Adoro a forma e adorei vê-la com este look meio retro. Parecia tirada de um filme de época.
Esta vista!!
Noutro dia o ponto alto foi mesmo a visita ao Museu de História Natural que eu não conhecia mas que é verdadeiramente imperdível! Passámos lá o dia quase todo e ficou tanto por ver. Se forem a Paris - com miúdos ou não - vale mesmo a visita.
A expressão da Isabel a olhar para os flamingos! Eu tinha exatamente esta mesma cara de má. Este franzir de sobrolho. Adoro.
Obrigada a todos e continuações de um bom ano. Janeiro já está a acabar, aqui vamos nós para para um rodopio!

Fim do ano... I

30.1.19
Aproveito que ainda estamos em Janeiro e não é vergonhosamente tarde para partilhar as fotografias dos nossos últimos dias do ano.
Este ano decidimos aproveitar esses dias para a nossa primeira viagem a 5. Quando pensámos em tentámos que fosse um que não implicasse um voo muito longo e que fosse divertido para eles. Depois de várias opções o André lembrou-se de os levarmos à Disneyland e assim foi. Eu já lá tinha estado em adulta numa viagem que fiz com a minha mãe e de que guardo as melhores memórias. Desta vez claro que foi tudo muito diferente, feito ao ritmo deles. Já sabíamos que a Isabel iria um bocadinho " a reboque" e que as diversões seriamos mais para eles mas a verdade é que ela também desfrutou muito de ver toda aquela magia e animação. E por conhecer a Minnie ao vivo.
Passámos dois dias neste mundo encantado e apesar do frio de Dezembro nunca apanhámos chuva e tudo se fez bem. Andámos em praticamente tudo o que quiseram andar no primeiro dia e no segundo, andámos a passear, a ver os espectáculos, a parada de Natal que foi m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a (aqui o Manuel a acenar à Jessie...), andar nas atracções menos concorridas e conhecer os personagens favoritos.
Os miúdos adoraram e apesar de termos ido numa altura de férias e com muitas pessoas conseguimos sempre encontrar espaços encantados e desertos como este lago.

2018...

7.1.19

Estou quase certa de que começo todos os meus posts anuais a dizer que não sei bem como é que este ano passou tão rápido mas a verdade é que é mesmo o que tem acontecido. Mesmo que 2018 não tenha sido um ano particularmente leve. Não foi também um mau ano, antes pelo contrário, mas foi um ano de muito trabalho, mudanças e adaptação. 
Começámos Janeiro com o final da obra de renovação de outra das nossas casas da Funchal Seaside Villas, aquela a que tínhamos chamado de casa durante mais de 10 anos. 
Em Fevereiro a miúda cá de casa fez um ano e começou a mostrar que está aqui para as curvas e para acompanhar os irmãos nas suas aventuras. 
Em Março (dia 8) a Isabel deu os primeiros passos e celebrámos os anos do pai num fim de semana prolongado num hotel com piscina aquecida que nos aqueceu os corações (especialmente os dos miúdos) depois do Inverno de Lisboa (por comparação ao Inverno da Madeira a que estavam habituados).
Em Abril o sol voltou a começar a brilhar, eu celebrei mais um aniversário e o nosso Manuel começou a dar mostras de estar perfeitamente integrado nas novas rotinas e cidade.
Em Maio demos o primeiro mergulho do ano num dia que nos soube a paraíso. Rumámos a Sesimbra onde passámos uma manhã na praia e onde depois almoçámos um peixe na grelha que nos levou numa espécie de regresso a casa.

Neste ano entretive-me muitas noites entre as agulhas de tricot e em Junho terminei este colete que me encheu as medidas e em que arrisquei uma criação totalmente minha.


Em Julho aproveitámos um baptizado em perto de Coimbra para levar os miúdos à sua estreia no Portugal dos Pequenitos. Para mim, que nasci em Coimbra e que lá fui muitas vezes na idade deles, foi uma espécie de regresso a casa e adorei despertar memórias que tinha de algumas das casas e espaços.


Em Agosto passámos, como habitualmente, uns dias no Porto Santo e continua a ser o destino de eleição dos miúdos. Foi o primeiro ano em que a Isabel realmente desfrutou da praia e em que embarcou  nas primeiras aventuras com os irmãos.

Em Setembro (e como passei muito tempo com os meus filhos na Madeira) fui à descoberta das caixas (e caixas e caixas) de fios da minha mãe e fiz esta camisola para mim usando os restos de fios que a minha mãe tinha usado para fazer uns bonecos para o Manuel. Setembro foi também mês de recomeços, de regressarmos a Lisboa (depois de 2 meses no Funchal) e de voltarem à escola.

Outubro marca o final da obra de renovação da nossa casa e a tão ansiada mudança (tínhamos passado um ano no apartamento dos meus pais em Lisboa. Foi um dos momentos mais felizes de que temos memória e uma espécie de recomeço em família nesta que é a primeira casa que idealizamos para nós.

Novembro foi uma espécie de mês estabilizador para nós. Com a mudança feita aproveitámos para receber família e amigos e passar o maior tempo possível em casa.


Em Dezembro embarcamos na primeira viagem a 5 e fomos passar o fim do ano a Paris e à Disneyland. Os miúdos adoraram e apesar do (óbvio) cansaço que uma viagem destas com crianças implica, mal podemos esperar pela próxima!


E assim chegámos ao fim de 2018 na certeza que demos o nosso melhor.
Para este ano de 2019 quero manter uma espécie de velocidade cruzeiro em grandes promessas ou resoluções. Quero continuar a tentar encontrar mais tempo no tempo para ajudar os meus filhos a crescer tarefa que me tenho vindo a aperceber que nem sempre é fácil e que tantas vezes esconde mais desafios do que aqueles que eu imaginava.
E quero continuar a ter tempo para partilhar o que faço por aqui. Os cozinhados, os projetos de tricot, os desafios. Já o faço desde 2012 e por isso este é já o sétimo post com este balanço anual (!!) (2017  // 2016 // 2015 // 2014 // 2013 // 2012) Para esse lado desejo que 2019 seja recheado com a concretização dos vossos maiores desejos!

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