Porto Santo, Santo...

7.8.18


Desde que o Manuel nasceu - ou melhor, a partir do seu primeiro ano de vida, altura em que tirou o capacete que usava - que fazemos uma semana de férias no Verão no Porto Santo. Vamos sempre mais ou menos na mesma altura, ficamos sempre no mesmo sítio e fazemos mais ou menos as mesmas coisas. E sabe sempre bem. Ou cada vez melhor. Quem conhece o Porto Santo sabe que o tempo pode ser uma incerteza mesmo no Verão e nem sempre temos tido a maior sorte se formos à procura de dias de céu azul e mar calmo. Na verdade nem temos tido assim tanta sorte. Mas gostamos sempre e saímos sempre com vontade de voltar no Verão seguinte. Mas este ano foi uma espécie de cereja em cima do bolo. Foram dias de calor na medida certa com praia de manhã, sestas, e depois até ao entardecer. 


A Isabel, já tem dado bem para perceber, é uma parceira à altura para as brincadeiras dos irmãos. Por vezes até tenho a impressão de que vai conseguir dar-lhe ideias ainda mais mirabolantes do que aquelas que eles já têm. Sinto que esta tripla ainda nos vai dar muito trabalho - para além, claro das muitas mais alegrias. 

Este Verão está a saber-nos  a paraíso e sei que falo por eles. Tem sido um Verão de liberdade, de passar os dias na rua, entre mergulhos e trepar às árvores. Pés descalços e um permanente mudar de fatos de banho - molhados por secos. Foi neste Verão que os rapazes tiveram a primeira noite em casa de amigos. Duas vezes. Eles estão nas nuvens e nós, por contágio também.

Vestido cor de rosa para um Verão Azul

23.7.18

Este foi, provavelmente, um dos Invernos mais longos de que me lembro. Especialmente porque foi o primeiro que passámos longe da casa que nos viu crescer enquanto família. Não foi mau, foi até bastante compensador mas foi, sem dúvidas, povoado por saudades deste nosso jardim com som e cheiro a mar. Foi já a pensar nele - neste Verão - que comecei a tricotar este vestido para mim. Usei este modelo que andava a namorar no IG porque antecipava um trabalho relativamente fácil e rápido com um bom resultado. Não me enganei. Usei a mesma cor que tinha usado para a camisola da Isabel     e mesmo recorrendo a um fio mais grosso, trabalhei com fio duplo conforme o recomendado. Ainda andei ali um bocadinho às voltas com as instruções porque interpretei mal as diminuições mas depois de entrar no esquema foi sempre em frente. Literalmente. É um vestido que se faz naquelas horinhas da noite de televisão durante uma semana (para fazer com calma...).
Usei-o pela primeira vez para um jantar em casa de amigos para onde levei três filhos e de onde voltei com uma. Os rapazes ficaram lá a dormir com os amigos, naquela excitação da primeira noite fora de casa. E eu que estou por aqui sozinha com eles - enquanto o André está em Lisboa até aos nossos dias de férias em família - agradeci a noite dedicada a uma única filha apesar de ter regressado a casa com uma espécie de desorientação. Mas eles gostaram de tal maneira que se prevê que não seja vez única neste Verão.
Por isso este está a ser uma espécie de Verão Azul. Os dias em que trocam de calões de banho molhados, por calções secos para o pijama. Os dias de mergulhos, amigos, casa da árvore e noites que começam no sofá onde adormecem por cansaço.
Este Verão vai chegar ao fim mas as memórias que vai deixar, não.

E sim, adorei o meu vestido, e é um daqueles projetos a repetir!

Em ponto pequeno...

2.7.18

Já tinha este modelo de camisola debaixo de olho há meses. Estava guardado nos ficheiros à espera de ganhar coragem para começar. Li e reli as instruções e apesar de ter uma construção relativamente fácil, seguia um alinhamento que não estou habituada a fazer e implicava a utilização de algumas técnicas que nunca tinha usado como o tricot com quatro agulhas ou a construção "bottom up" que significa uma inversão no sentido que habitualmente uso.

Não vou dizer que seja um modelo difícil de fazer porque não é. Este efeito "rendado" consegue-se facilmente a partir de aumentos e diminuições nas diferentes carreiras e cria uma espécie de estampado que é o toque especial da camisola. Mas é um modelo que requer atenção quando se faz porque implica a contagem dos pontos e essas minhas distrações levaram-me a desfazer o trabalho. Mais que uma vez. Ainda assim, não é uma camisola difícil de fazer, antes pelo contrário. Mas enquanto me lembrar do trabalho que me deu..... :D

Usei um fio de algodão que comprei nos Tricots Brancal e gastei menos que uma meada. Escolhi o rosa apesar de não ser cor que a Isabel habitualmente use - porque eu ainda me sinto muito inclinada para as cores mais de rapazes - porque gostei do tom seco e achei que ia ficar bem. Não me enganei. Estreou a camisola no fim de semana e sujou-a logo, claro, porque os irmãos deram-lhe um restinho de gelado e ela nem pestanejou. 

E de repente olho para esta menina, já com a mania de ser tão senhora do seu nariz e penso que não sei para onde o tempo voou. Penso nisso e na tristeza que é ver começarem a ficar pequenos estes sapatos de que gosto tanto. O tempo está a voar, temos mesmo que aproveitar.

O Verão a chamar...

29.6.18
cheia de vontade de fazer um projecto mais desafiador há já algum tempo. Já vos confessei que o tricot tem um efeito terapêutico e não digo isto para "fazer género" ou para parecer bem. É mesmo a verdade. É como se a cabeça se concentrasse naquele ritmo e e não tivesse espaço para outras preocupações. O tricot, também já vos contei, é uma ligação que tenho à minha mãe e enquanto o faço revejo-a nos meus gestos e cenários e isso não tem preço. Nem consigo imaginar como é que a minha mãe era um ás tão grande no tricot tendo aprendido sozinha peças revistas francesas que povoam a arrecadação. Eu tenho a sorte de ser de uma geração mais tecnológica e socorro-me muitas vezes do youtube para tirar dúvidas ou aprender alguns pontos novos.
O Instagram também é uma ferramenta preciosa neste campo porque dá a conhecer uma série de pessoas talentosas que partilham ideias, projectos e modelos a que podemos ter acesso. Foi assim que conheci o maravilhoso trabalho da Laerke Bagger em quem me inspirei para fazer este top. Depois, parti da base deste modelo e deitei mãos à obra fazendo experiências até chegar aquela que me pareceu a melhor maneira de trabalhar as pedras nos pontos.

Imaginei diversas maneiras de introduzir as pedras no fio - há várias técnicas - mas segui com a que me pareceu mais natural que foi enfiar uma grande quantidade de pedras que ia depois introduzindo a cada malha desejada. Isto implicou que tivesse, por várias vezes, de cortar o fio para voltar a enfiar pedras e continuar o trabalho.
Nas costas para tornar o trabalho mais leve e porque estava com medo que depois me magoasse nas costas quando me encostasse, optei por um ponto rendado. Perguntaram-me bastante pelo Instagram onde tinha comprado as pedras que usei e a verdade é que as fui comprando por diversas retrosarias e algumas no corte ingles (as mais básicas).
Não podia ter ficado mais feliz com o resultado e já ando a reunir material para uma camisola de Inverno ainda mais carregada de pedras e com manga comprida. Vamos ver se ganho coragem!
Espero que tenham gostado!

Os pequenitos...

26.6.18


No fim de semana, a propósito de um baptizado, fomos passar a noite a Montemor-o-velho. Não tenho nenhuma memória deste local apesar de ter sido o sítio escolhido para os meus pais construirem casa há mais de 35 anos atrás. Nessa altura vivíamos em Coimbra, onde nasci, longe de saber que o destino (e a minha mãe) nos levaria para a Madeira. Depois disso a minha história com Coimbra pouco varia das Queimas das fitas que por lá passei com amigos que estudavam na cidade. Agora, com crianças , uma ida a Coimbra, tinha que incluir uma passagem pelo Portugal dos Pequenitos, pois claro.
Como o dia amanheceu cinzento fomos cedo para conseguir aproveitar a viagem para virem a descansar. Eles e nós na verdade. Que estávamos cansados e a precisar do silêncio da viagem que por vezes consegue ser uma confusão de dimensões inacreditáveis quando começam a protestar todos ao mesmo tempo. Também pensámos que iríamos conseguir sentar e relaxar um bocadinho nesta visita mas a verdade é que com a Isabel a querer explorar tudo, pouco tempo nos sobra :)
Mas o Portugal dos Pequenitos foi um programa vencedor e a prova disso são as fotografias que se seguem e sucedem graças à falta de poder de síntese da autora deste blog.

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