O Inverno a chegar...

22.11.17


Já nos tinham dito que sentiríamos mais a mudança quando chegasse o tempo frio. Porque uma coisa é vir de férias e outra, bem diferente, é passar o dia a dia enfiados em casacos e gorros. Não que já não tivéssemos vivido assim mas quando o fizemos não tínhamos filhos e isso faz toda a diferença.

Ainda não consegui retomar os meus posts por aqui com a regularidade que gostava. E tenho pena. Este blog não tem nenhum fim comercial mas foi criado numa altura difícil e tornou-se numa espécie de companhia para mim. E por isso prometo voltar mais vezes. Fico também com pena porque os miúdos têm crescido tanto e não o tenho conseguido documentar aqui e quero fazê-lo. Quero falar sobre este desafio da escola primária, da adaptação, das conquistas que eles têm feito. Da Isabel e do quanto tem crescido. Fica prometido que em breve volto para falar um pouco disso e de outras coisas. 


Hoje, um novo gorro para a Isabel. Mais de metade da nossa roupa (e vida, já agora) continua em caixotes à espera da mudança e há coisas que já não sei bem onde param. Os gorros são uma delas e por isso resolvi que o mais fácil era fazer novos. Na verdade estava à espera de uma desculpa para dar uso aos dedos numa coisa não muito complicada. Já usei este modelo de gorro outras vezes aqui para o Manuel  e aqui para os rapazes. Gosto muito deste modelo porque é muito versátil e acolhedor para eles. Dá para dobrar ou usar mais solto, para pôr um pom-pom ou simples e gosto muito de todas as versões. 
Desta vez usei um fio da Retrosaria Rosa Pomar (se estiverem pelo Norte, ou mesmo online espreitem também a  Ovelha Negra ) e com agulhas de 5mm fiz 72 malhas. Depois foi só usar o canelado 1x1 até ao comprimento que achei bom para ela e aqui está. O gorro ficou lindo mas a verdade é que o mérito maior é da modelo. :)

Notícias deste lado...

3.10.17


Eu bem sei que tenho andado um pouco ausente por aqui e por isso desculpem. Mas acreditem quando vos digo que, deste lado, tem sido uma correria das grandes. 
Contei-vos no último post um pouco sobre a adaptação dos rapazes às escolas. O Manuel no primeiro ano e o Joaquim no Jardim de Infância. O que não cheguei a contar é que são novas escolas, numa nova cidade para onde nos mudámos. Estamos agora de arraiais assentes em Lisboa e apesar disto não representar uma novidade para nenhum de nós, adultos e apesar de ser uma cidade familiar para os miúdos a verdade é que é a primeira vez que nos vemos, todos juntos, numa mudança tão grande. 
O balança passado pouco mais de um mês, não podia ser melhor. Especialmente porque os nossos filhos estão felizes. 
A verdade é que apesar de estarmos motivados para este desafio, andei um bocadinho (bom, talvez mais do que um bocadinho...) angustiada com a mudança. Não tanto por nós - pais - mas pelos miúdos. Por todas as mudanças que íam implicar. Por serem, claramente, dois rapazinhos de exterior, de casas na árvore, de passeios, de jogos de futebol num qualquer quintal. Também tremia só em pensar na adaptação do Manuel à escola nova, ao primeiro ano. Ao ficar longe dos amigos que o acompanharam durante 4 anos e de quem ele tanto gosta.
Nunca falámos muito da mudança com eles para não passar a nossa ansiedade e só no último mês antes de virmos começámos a falar em tudo o que íamos ganhar com esta mudança e em como os amigos lá iam estar quando voltássemos para visitar. 
E a verdade é que, um mês depois, aqui estamos, juntos e felizes. Não passávamos uma semana inteira juntos há meses e meses e essa foi a principal motivação para esta mudança porque o mundo pode estar a ruir mas juntos somos sempre mais fortes e estamos sempre muito mais felizes. 
E é isso que notamos nos miúdos. Temos mais trânsito, temos novas responsabilidades, não temos o nosso jardim à beira mar mas eles nem perguntam por isso. Eles só falam no que têm e fazem planos para o que vamos fazer na nossa semana de férias "em casa". Eles estão felizes onde nós estivermos e isso é o nosso gatilho.


E neste dia, uma ida ao Guincho com a Isabel a dormir no carrinho, depois de termos ido visitar animais numa quinta pedagógica e de termos almoçado à beira mar...

Já está...

13.9.17


Ainda não consegui encontrar tempo - e para dizer a verdade, nem forças - para vir aqui contar o tanto que mudou na nossa vida mas a mudança maior o a que pelo menos mais me afligia era a entrada destes dois rapazinhos nas suas escolas novas. 
O Joaquim continua no Jardim de Infância mas o Manuel deu este passo (gigante!) de entrar para o primeiro ano. Depois de meses a ansiar por estas mudanças posso finalmente respirar fundo porque sinto que eles - conforme já suspeitávamos - superaram muito melhor que nós, qualquer desafio que pudéssemos ter antecipado. Claro que estas mudanças são uma espécie de processo mas eles estão felizes e a adaptar-se melhor a cada dia e portanto nós, estamos numa espécie de céu em que sentimos que podemos relaxar e agora pensar um pouco em tudo o resto que ficou em modo suspenso por estes meses.
Nós já sabíamos mas a verdade é que às vezes na correria dos dias nos vamos esquecendo da sorte que temos. 
Bom regresso às aulas para todos desse lado!

Ainda a nossa semana de férias...

8.9.17
Aqui estamos, a dois dias de entrar numa rotina completamente nova e eu lembrei-me de partilhar este restinho de fotografias da nossa semana de férias deste ano. O ano - dizia-me uma amiga no outro dia - do galo que nos trouxe o melhor presente mas também muitos desafios. 
Mas estes dias, ainda que não tenham chegado a encher duas mãos, souberam-nos a paraíso. E ainda mais aos miúdos. 

A Isabel que começou a sentar-se sozinha por esses dias e que agora já só quer estar em pé a descobrir todo um mundo novo. O Joaquim já tinha sido um miúdo apressado (começou a andar aos 10 meses) mas a Isabel tem aquele ar de menina apressada e curiosa que não quer esperar para descobrir nada. E depois tem um sorriso constante que nos cativa e prende. Anda por estes dias, provavelmente influenciada pelas nossas próprias ansidedades, agitada a dormir e as noites têm sido tudo menos tranquilas. Mas depois amanhece e são sorrisos e gargalhadas. E lá disfarço a falta de sono com um café e a dor de cabeça com um paracetamol.

O Joaquim perdeu o medo ao mar (desde que tenha pé) e o Manuel passou a semana a furar ondas.

E depois andamos nisto. Nesta espécie de história de amor. O Manuel é o irmão mais velho cuidadoso que enche a Isabel de mimo. O Joaquim é o típico irmão do meio. Ainda não percebeu bem o que lhe aconteceu e porque deixou de ser o bebé da casa. Gravita em torno da Isabel mas quando lhe dá beijos às vezes foge-lhe a mão para um aperto mais forte :) No outro dia, sozinho com ela ouvi-o a dizer-lhe "eu adolo a manina, sim? adolo, adolo, adolo!"

Agora estamos aqui, semanas depois, a adaptar-nos a uma série de novas rotinas e desafios. Como se fosse uma aventura. Um dia destes conto-vos por aqui mas agora tenho um cesto de roupa à minha espera porque já tentei que se engomasse sozinha mas ainda não consegui :)

Olh`ó pão fresquinho...

27.8.17


Já vos tinha contado que tinha feito um Workshop de pão com o Diogo da Gleba e foi maravilhoso para mim porque há já muito tempo que andava a tentar aprender a fazer a fermentação natural mas sempre sem os melhores resultados. Porque na verdade não é nada fácil conseguir criar um isco/crescente bem sucedido e poderoso como se pretende.  Claro que nada disto é fácil e o isco é algo que se pretende que viva para sempre connosco. O que isto implica é que temos que o alimentar (isto parece estranho mas descansem que ele só come farinha e água :) ) sempre se queremos que ele continue vigoroso e especialmente quando queremos fazer pão. Ainda assim este processo - de fazer pão - implica sempre um mínimo de 2/3 dias. Mas depois de se entrar no ritmo torna-se bastante mais fácil do que soa com esta minha conversa.  Acreditem em mim. 

Como tenho feito o pão com alguma assiduidade tenho conseguido experimentar várias combinações e aquela de que mais gosto é a que junta a farinha de trigo (40%) com a de espelta (60%). Fica leve e muito saborosa. As integrais ou com centeio ficam sempre um bocadinho mais densas mas também maravilhosas. Depois, claro, há um sem número de adições: sementes, frutos secos. A que mais tenho repetido é a de figos porque é um fruto que adoro por si só. Ponho de molho cerca de 10 minutos e depois de amassar a massa adiciono-os antes de deixar a levedar.

O que vos posso garantir é que comer este pão que não leva nenhum tipo de químicos é muito diferente. O sabor é incrivelmente bom e a digestão não tem comparação possível. 

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