Já está...

13.9.17


Ainda não consegui encontrar tempo - e para dizer a verdade, nem forças - para vir aqui contar o tanto que mudou na nossa vida mas a mudança maior o a que pelo menos mais me afligia era a entrada destes dois rapazinhos nas suas escolas novas. 
O Joaquim continua no Jardim de Infância mas o Manuel deu este passo (gigante!) de entrar para o primeiro ano. Depois de meses a ansiar por estas mudanças posso finalmente respirar fundo porque sinto que eles - conforme já suspeitávamos - superaram muito melhor que nós, qualquer desafio que pudéssemos ter antecipado. Claro que estas mudanças são uma espécie de processo mas eles estão felizes e a adaptar-se melhor a cada dia e portanto nós, estamos numa espécie de céu em que sentimos que podemos relaxar e agora pensar um pouco em tudo o resto que ficou em modo suspenso por estes meses.
Nós já sabíamos mas a verdade é que às vezes na correria dos dias nos vamos esquecendo da sorte que temos. 
Bom regresso às aulas para todos desse lado!

Ainda a nossa semana de férias...

8.9.17
Aqui estamos, a dois dias de entrar numa rotina completamente nova e eu lembrei-me de partilhar este restinho de fotografias da nossa semana de férias deste ano. O ano - dizia-me uma amiga no outro dia - do galo que nos trouxe o melhor presente mas também muitos desafios. 
Mas estes dias, ainda que não tenham chegado a encher duas mãos, souberam-nos a paraíso. E ainda mais aos miúdos. 

A Isabel que começou a sentar-se sozinha por esses dias e que agora já só quer estar em pé a descobrir todo um mundo novo. O Joaquim já tinha sido um miúdo apressado (começou a andar aos 10 meses) mas a Isabel tem aquele ar de menina apressada e curiosa que não quer esperar para descobrir nada. E depois tem um sorriso constante que nos cativa e prende. Anda por estes dias, provavelmente influenciada pelas nossas próprias ansidedades, agitada a dormir e as noites têm sido tudo menos tranquilas. Mas depois amanhece e são sorrisos e gargalhadas. E lá disfarço a falta de sono com um café e a dor de cabeça com um paracetamol.

O Joaquim perdeu o medo ao mar (desde que tenha pé) e o Manuel passou a semana a furar ondas.

E depois andamos nisto. Nesta espécie de história de amor. O Manuel é o irmão mais velho cuidadoso que enche a Isabel de mimo. O Joaquim é o típico irmão do meio. Ainda não percebeu bem o que lhe aconteceu e porque deixou de ser o bebé da casa. Gravita em torno da Isabel mas quando lhe dá beijos às vezes foge-lhe a mão para um aperto mais forte :) No outro dia, sozinho com ela ouvi-o a dizer-lhe "eu adolo a manina, sim? adolo, adolo, adolo!"

Agora estamos aqui, semanas depois, a adaptar-nos a uma série de novas rotinas e desafios. Como se fosse uma aventura. Um dia destes conto-vos por aqui mas agora tenho um cesto de roupa à minha espera porque já tentei que se engomasse sozinha mas ainda não consegui :)

Olh`ó pão fresquinho...

27.8.17


Já vos tinha contado que tinha feito um Workshop de pão com o Diogo da Gleba e foi maravilhoso para mim porque há já muito tempo que andava a tentar aprender a fazer a fermentação natural mas sempre sem os melhores resultados. Porque na verdade não é nada fácil conseguir criar um isco/crescente bem sucedido e poderoso como se pretende.  Claro que nada disto é fácil e o isco é algo que se pretende que viva para sempre connosco. O que isto implica é que temos que o alimentar (isto parece estranho mas descansem que ele só come farinha e água :) ) sempre se queremos que ele continue vigoroso e especialmente quando queremos fazer pão. Ainda assim este processo - de fazer pão - implica sempre um mínimo de 2/3 dias. Mas depois de se entrar no ritmo torna-se bastante mais fácil do que soa com esta minha conversa.  Acreditem em mim. 

Como tenho feito o pão com alguma assiduidade tenho conseguido experimentar várias combinações e aquela de que mais gosto é a que junta a farinha de trigo (40%) com a de espelta (60%). Fica leve e muito saborosa. As integrais ou com centeio ficam sempre um bocadinho mais densas mas também maravilhosas. Depois, claro, há um sem número de adições: sementes, frutos secos. A que mais tenho repetido é a de figos porque é um fruto que adoro por si só. Ponho de molho cerca de 10 minutos e depois de amassar a massa adiciono-os antes de deixar a levedar.

O que vos posso garantir é que comer este pão que não leva nenhum tipo de químicos é muito diferente. O sabor é incrivelmente bom e a digestão não tem comparação possível. 

Na ponta da ilha...

18.8.17

Temos tentado aproveitar estes fins de semana de Verão ao máximo antes de todos os desafios que se adivinham neste Outono. Com os rapazes um bocadinho mais crescidos e com a Isabel como boa companheira de aventuras que é, temos aproveitado para desfrutar deste mar da Madeira ao sabor de inúmeros mergulhos.  
Num destes dias depois de uma tarde de mergulhos resolvemos levá-los a explorar um bocadinho da Ponta de São Lourenço. Ando cheia de vontade de fazer uma pequena Levada (para quem não sabe, passeios lindos na ilha da Madeira) com eles mas como ainda não ganhámos coragem para isso contentámo-nos em explorar um bocadinho deste percurso maravilhoso.

Depois de andarmos um bocadinho os miúdos entretiveram-se a fazer construções com as pedras (ficou prometido voltar para vermos se ainda lá está a construção deles) e nós tirámos uns momentos para desfrutar desta vista maravilhosa e apreciar estes tons que o mar ganha. 
Já perdi a conta à quantidade de vezes que o Manuel nos tem pedido para acampar e em que nos fazemos sempre desentendidos e por isso acho que um passeio por uma levada seguido de um piquenique é capaz de ser um bom compromisso para início de conversa. A ver se ganhamos embalo para isso. 

Nós os cinco, à descoberta...

Oh Verão...

1.8.17

 Não há como negar. A melhor altura do ano para os miúdos é o Verão. E que sorte tivemos este ano com as nossas férias. Ainda que tenham tido que ser condensadas numa semana, a verdade é que nos soube a uma espécie de paraíso depois de um ano intenso. 
Coincidimos no Porto Santo com primos e amigos e os miúdos (7 miúdos e 3 bebés!!) andaram numa liberdade que só me lembrava o "Verão Azul". Todos em apartamentos seguidos, os miúdos andavam numa euforia de casa em casa, a jogar à bola no jardim, a ir a mergulhos e a voltar a casa. Uma das (muitas) coisas boas de estarmos todos juntos é ter sempre um adulto para "deitar o olho" o que deu a toda esta semana um toque especial de férias. 

Nesta semana a Isabel aprimorou a arte de se sentar, o Joaquim perdeu o medo do mar e apurou as suas qualidades de mergulhador em poses na piscina e o Manuel que já nada sozinho, tornou-se num fura ondas por excelência. Não sei bem como é possível crescerem tanto numa só semana mas a verdade é que foi isso que aconteceu. 

A semana acabou e entretanto já voltámos a toda a nossa normalidade. O pai já foi para a sua semana de trabalho e nós voltámos à correria dos dias para preparar todos os desafios que se adivinham. Mas esta semana vai ficar na memória acho que para sempre.

Pão nosso

19.7.17


Já há algum tempo que faço o nosso pão em casa. A maioria do pão pelo menos. Algumas receitas têm resultado melhor que outras mas a melhor de todas foi a desta ciabatta foi a que resultou melhor acredito que por ter usado, ainda que de forma muito superficial, a fermentação natural. 

Aqui em casa somos ávidos consumidores de pão e em vez de o cortar da alimentação com todas estas novas tendências e dietas que o apontam como mau alimento ou que cortam o gluten da alimentação, em vez disso, dizia eu, resolvi fazer o caminho mais longo e aprender a fazer pão como deve ser. Um pão bom que enriqueça a nossa alimentação e que não nos traga problemas de digestão como a maioria do que compramos hoje que fica duro em poucas horas. 

Por isso quando surgiu a oportunidade de fazer um workshop com o Diogo Amorim da Gleba dei uma espécie de salto de contentamento e fui quase literalmente a correr.



O Workshop já teria valido a pena só pelo isco/crescente de pão que trouxe para habitar no nosso frigorífico espero que por muitos e bons anos. Esta será a base de todo o nosso pão. O isco tem que ser alimentado periodicamente (com farinha e água) para servir depois como base de fermentação para o pão que vamos fazendo. Assim controlamos exactamente o que entra no nosso pão. E se usarmos uma boa farinha não há porquê ter problemas de digestão a não ser, naturalmente, em casos de alergias. 


Aprendi imenso na melhor das companhias o que não quer dizer que o pão me vá sair em casa como aquele  que ali fiz e que foi só o melhor pão que já comi. O melhor.
Depois disso já tentei fazer um em casa que foi diretamente para o lixo depois de levedar. Por vários motivos dos quais destaco as pressas da minha rotina. O tentar despachar entre pedidos constantes dos miúdos. Mas não desisti e comecei de novo e aqui vou eu a meio do processo.

Para quem está em Lisboa tem o caminho mais fácil que é ir comprar o pão à Gleba que usa unicamente grão português que mói na hora antes de fazer a massa. Eu já sei onde é que vou comprar pão quando passar por Lisboa. Mas até lá vou treinar até voltar conseguir fazer um pão como o que fiz no workshop. 

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