Um colete e o poder terapêutico do tricot...

4.6.18
Já não é a primeira vez que me refiro ao tricot como uma espécie de terapia de relaxamento. Eu compreendo que, à primeira vista, isto possa ser difícil de entender para quem não faz ou não gosta mas a verdade é que para mim, é mesmo. Em grande parte e provavelmente porque cresci a ver a minha mãe a usá-lo precisamente como isso: um escape para uma profissão bastante exigente. E depois o tricot/crochet tem um enorme benefício em relação a outros trabalhos do género como a costura: precisa apenas do fio e da agulha e portanto é facilmente transportável para qualquer lado. A esse propósito, no outro dia, enquanto esperava uma amiga para almoçar e porque tinha o meu saco comigo, peguei na camisola que estou agora a fazer e comecei a tricotar. Em pleno restaurante. Não demorei muito a sentir os olhares atentos em meu redor e a intriga total. Acho curioso porque se passarmos uma refeição colados ao telemóvel mesmo que tenhamos companhia, ninguém acha estranho mas uma pessoa sozinha a tricotar numa mesa a beber uma água provoca a maior estranheza e curiosidade.Provavelmente também me voltei a debruçar de forma mais intensa sobre o tricot porque as máquinas de costura continuam guardadas algures num caixote num armazém. Mas a verdade é que o tricot, mais do que a costura, tem um poder terapêutico sobre mim. E permite-me continuar sentada à noite do sofá, ao lado do André. Agora, o colete!
Já tinha comprado estes fios quando tinha feito a minha camisola anterior, já com uma espécie de colete em vista. Sabia que o queria comprido e sabia que o queria agora para a meia estação. Inicialmente a minha ideia era fazer-lhe uma manga curta mas depois quando tive a ideia de fazer o ponto de laço junto aos ombros achei que ficava melhor em colete. E os coletes são provavelmente uma das minhas peças de roupa preferidas. 
Parti deste projeto base que depois fui adaptando ao que queria. Uma vez mais usei este ponto para o efeito laço. Ficou exactamente como eu queria e eu não podia ter ficado mais feliz com o resultado final.
Espero que tenham gostado, boa semana!

O Verão em Maio...

22.5.18
Este primeiro Inverno a viver em Lisboa enquanto família (e não  sozinha como já tinha acontecido) não foi fácil, tenho que reconhecer. Não vou entrar na lenga-lenga - de que não termos a nossa casa, ou a adaptação dos miúdos às escolas, ou a nossa adaptação a estas novas rotinas não facilitou - que já me cansa dizer e imagino que a vós, ler. A culpa não foi só de tudo isso mas foi também deste Inverno que me pareceu imensamente longo. E intenso. E cheio de viroses e tosses e febres e outras maleitas que tal.Bom, por tudo isso e também apenas porque sim, quando o sol brilhou e a temperatura subiu bem num fim de semana decidimos logo de véspera: amanhã é dia de praia. E depois do habitual pequeno almoço em casa lá fomos nós para a praia de Sesimbra já com a ideia de um peixe grelhado para almoço.

O mar estava uma espécie de paraíso. Sem mexer, com todas as tonalidades de verde e azul a misturar-se e com um fundo que pareceu aos miúdos uma arca do tesouro cheia de conchas que mergulharam vezes sem fim para apanhar. Deu tempo para mergulhos e mais mergulhos, jogos de futebol, banhos de sol e lanche na praia para conseguirmos adiar o mais possível o almoço.
O peixe fresco no final, com os pés cheios de areia e os cabelos com água do mar fez com que este sábado nos tenha parecido um fim de semana prolongado num destino paradisíaco. 

A praia de Sesimbra já tinha o nosso coração (muito por conta do maravilhoso peixe que por lá se come) e aposto que havemos de voltar várias vezes.



Agora, vamos a isso semana!

Nós piquenicamos...

18.5.18

Já andávamos a falar nisto há muito tempo, em especial os miúdos, e agora que o tempo melhorou aproveitámos o primeiro fim de semana sem grandes planos para ir fazer um piquenique. Quando imaginámos o sítio pensámos num passeio um pouco maior ou num local com parque infantil para eles poderem ir depois brincar mas quando lhes demos a escolher nem houve margem de manobra, quiseram logo os Jardins da Gulbenkian acho que em grande parte por causa dos jardins de bamboo que eles adoram explorar.
Tinha inicialmente pensado em fazer uma massa fria mas o André sugeriu uma tortilla e achei logo uma boa ideia. Combinada com os tomates cherry que o Joaquim adora e umas crackers de curcuma com queijo e figo.... As uvas e a gelatina de framboesa ajudaram a fazer a festa com pouco e que nos soube a paraíso. Estendemos a toalha à sombra numa parte em que dava para, por um lado os rapazes explorarem as árvores e, por outro, a Isabel andar à vontade sempre dentro do nosso raio de visão.
Claro que acabámos o piquenique com planos já para o próximo.

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