Ultimamente, por aqui...

16.8.16







Ultimamente por aqui tem sido mais ou menos esta a rotina dos fins de semana: p-r-a-i-a todos os dias livres. Mesmo que quiséssemos não conseguiríamos escapar de uma espécie de coro em uníssono que começa logo pelo amanhecer e que só acalma durante o pequeno almoço (panquecas, crepes, fatias douradas. Tem sido ao desejo dos nossos pequenos fregueses). 
Temos andado de praia em praia e deixem que vos diga que esta ilha tem algumas das praias mais bonitas que já vi. Pode não ter areais dourados mas este mar sobre as pedras esconde uma magia que só se descobre quando nele se nada. O Manuel já a descobriu e sempre que vamos a esta praia do Garajau vai ao mar a cada 5 minutos. O próximo passo é comprar-lhe uma máscara de mergulho. Quando descobrir o fundo do mar....
Quando vamos a estas praias de pedra vamos sempre equipados com os nossos sapatos de borracha (na verdade os miúdos passam os verões nos deles). À excepção do Joaquim que consegue correr em ritmo acelerado - sem cair - pelas praias de calhau. Acho que não há quem não pare a olhar com surpresa.
E estamos em contagem final para uns dias de férias. Os miúdos perguntam por estes dias o ano inteiro e finalmente chegaram. Vamos para praia, sestas, gelados e muito descanso e tempo em família. Desculpem mas por aqui vamos andar em ritmo lento mas habitualmente somos um bocadinho mais ativos aqui se nos quiserem ir acompanhando. 



Pelo meio, não posso deixar de falar, sobre o enorme susto dos devastadores incêndios que nos deixaram lá por casa em alerta máximo. Por um lado por ver as imagens de quem estava a perder tudo nos momentos em que olhávamos a televisão, por outro por receber notícias de amigos que lutavam desesperadamente contra a voracidade do fogo e, finalmente, por ter ainda bem presente a memória um incêndio que tivemos ao lado de casa há 6 anos atrás. Felizmente, para a nossa zona, tudo não passou de um susto e de uma noite em claro mas a Madeira foi severamente fustigada. Vale-nos uma espécie de espírito resiliente de quem vai buscar forças que nem conheciam existir para voltar a lutar com um espírito de combate no dia a seguir. Orgulho em pertencer a esta gente. 

Estes fins de tarde de Verão

28.7.16

Sei que a Abacate é agora um fruto que se vê por todo o lado mas para quem, como eu, vive na Madeira, a relação já é longa. Naturalmente que toda esta tendência trouxe uma série de novas aplicações e combinações maravilhosas e já vai um longo caminho desde a abacate comida em metades com um pouco de açúcar no meio (os meus pais juntavam-lhe um pouco de vinho Madeira). 
E que bom!
Uma das coisas que muitas vezes me apanha desprevenida é o facto de "de repente" amadurecerem. Sinto que passo eternidades à espera e de repente já passou do ponto. 
Numa destas tardes olhei para uma e pensei que não ia aguentar até ao pequeno-almoço do dia seguinte e depois de uma breve pesquisa pelos meus blogs favoritos encontrei esta lista de perder a cabeça.
Fui à horta apanhar tomates e manjericão fresco (que acho que faz uma grande diferença, isto de ser fresco) e em cinco minutos fiz estas tostas como jantar para mim (ao abacate, juntei umas gotas de limão e uma pitada de quase nada de flor de sal). Fiz estas e depois repeti a dose.
No dia seguinte não resisti e preparei uma das outras sugestões com queijo feta e cebolinho que estava igualmente divinal. 
Tenho um novo objectivo para estes dias de Verão: experimentar todas as 11 versões desta lista.
Bom apetite!

Ultimamente, por aqui...

26.7.16

Ultimamente por aqui, esta luz dos dias mais longos de Verão tem-me enchido as medidas. Gostamos de ter a casa sempre com jarras e flores frescas e nestas alturas parece que tudo tem mais brilho e cor. Adoro estes dias. Já sei, nota-se :)!

O Joaquim está naquela idade - acho que sempre esteve, na verdade - em que acha que é totalmente independente e não precisa de nós para quase nada (excepto para os beijos e abraços que nos vem sempre pedir...) e temos que respirar fundo - por maior que possa ser a pressa - e dar-lhe tempo para as suas tarefas. Espalhar o creme é uma delas. Tentamos sempre que os cremes e produtos que usamos cá em casa sejam o mais naturais possível e quando recebemos esta amável oferta da Corine de Farme para experimentar a gama com óleo de calêndula não podíamos deixar de aceitar.  A calêndula tem um efeito calmante e isso torna a linha muito suave e depois, com esta embalagem prática de doseador...é o delírio dos rapazinhos cá de casa.
O quarto dos miúdos é capaz de ser a minha divisão favorita da casa. Cada peça tem uma história - umas mais curtas, outras mais longas - mas como é um quarto pequeno, temos muito cuidado com o que lá pomos a ocupar espaço.

Os pequenos almoços de fim de semana são uma espécie de tradição cá em casa. Por entre o aroma do café acabado de fazer e as panquecas, crepes ou fatias douradas a chegar à mesa há uma espécie de delírio colectivo. Seguido pelo que eles acham que é uma corrida de boca cheia não vá haver mais panquecas para um do que para o outro - a sério, rapazes....
Agora andam com esta ideia de que cantam e dançam - de repente - em qualquer lugar. Anunciam - tu tu ru ru: O espectáculo vai começar! e lá dão eles o seu show.
Estes miúdos enchem-nos as medidas. E vivem para estes dias de Verão.
E agora, porque, Terça-feira, ainda aqui vamos: Boa semana!

Comfort food...

25.7.16

Num destes dias enquanto apanhei no IG do Jamie Oliver um vídeo que me deixou logo vidrada a acompanhar o par e passo. Adoro massas e comida italiana em geral e sou fã destes temperos mais condimentados.

Fui-lhe seguindo os passos e cheguei a este canal no youtube e ao vídeo completo que me pareceu demasiado simples. Vi-o e revi-o várias vezes até chegar à conclusão de que não havia para ali nenhum truque escondido e como jantar de Sexta-feira para um (euzinha) resolvi que era o conforto perfeito para as saudades do André (para quem, naturalmente, vou ter que repetir o prato).

Os ingredientes eram todos simples e a maioria já tinha em casa, à excepção das pimentas. Quando as abri e senti todo aquele aroma picante (que me fez tossir desalmadamente) achei que provavelmente estava a ter aquele trabalho para nada porque não conseguiria enfiar sequer uma garfada na boca. Mas enganei-me.

Este spaghetti arrabiata à moda do Gennaro (é que já ando a namorar os livros dele, claro ou não fosse eu uma pequena obcecada por livros de culinária) é maravilhoso e incrivelmente fácil de fazer. Adorei e tenho a certeza de que o vamos repetir muitas vezes cá por casa.

Vamos fazer?

22.7.16
Por aqui tenho andado cheia de vontade de fazer coisas. Acordo cheia de motivação e passo o dia a pensar nas mil e uma coisas que vou fazer quando chegar a casa depois do trabalho. Mas quando, efectivamente chega a hora...não faço nada. Nadinha. Zero. Os miúdos querem atenção e vou aproveitando os cinco minutos aqui e ali para descansar. (ha! sabe bem!).
Mas há uma série de coisas que prometo (sem prazo) que vou fazer. A começar pelos cozinhados. 

Este Spaghetti Arrabiata do Jamie Oliver e Gennaro Contaldo. Apanhei-os por acaso no Instagram e fui-lhes seguindo o rasto até ao youtube. Já tenho os ingredientes (!!) e não passa do fim de semana. Adoro estas massas bem condimentadas e esta está na minha mira.

O André não pára de me pedir que faça agora uma peça para ele. Tremo, só de pensar. Uma coisa é para mim cujas medidas conheço bem ou para os miúdos em que arregaça daqui e dali e está pronto a usar mas para ele...Esta sweat é capaz de ser uma boa ideia para as longas viagens de avião que faz.

Ficou-me debaixo de olho mal o vi nas primeiras testers  e imagino-me a passar o Verão dentro de um e depois a fazer outro com meia manga para me enfiar no Outono. 

Tenho uma papaia linda em casa e acho que vai ter este fim

Tínhamos estes origamis em casa fechados desde uma viagem mais longa do ano passado. No outro dia abrimos e adorámos. Especialmente eu. E o Manuel. Pensei como seria giro aprender a fazer origamis de raiz. 

Foi uma das primeiras peças que fiz, grávida do Manuel, e usámos tanto esta manta que acabou por abrir alguns pontos. Tenho andado a olhar para o projeto e a pensar fazer um maior.

Verão...

18.7.16
O Verão chegou em força e nós temos tentado aproveitar cada minuto. Durante o fim de semana houve mergulhos, muitos mergulhos aqui e ali. Houve tempo com os amigos e e em família e ainda tempo para uma sesta comunitária como lhe chamamos cá por casa sempre que conseguimos todos dormir ao mesmo tempo durante o dia. E que sabe a ouro. Com os dias mais longos tendemos sempre a aproveitar mais o jardim e entre ligar a rega ou uma mangueira ou encher uma pequena piscina que temos, tudo faz as delícias destes dois rapazinhos. Nos intervalos da brincadeira ainda fizemos estas focaccias para levar a casa de uns amigos e já tinha tantas saudades delas que só penso que devíamos instituir a rotina de as fazer dia sim, dia não.
E o lado norte desta Ilha. Sempre surpreendente. Claro que com um dia de Verão a praia estava muito mais cheia do que o habitual mas mesmo assim é sempre uma boa escolha. O mar e todo aquele enquadramento da serra mesmo ao lado faz-nos sentir numa espécie de paraíso perdido. Uma manhã destas seguida por um almoço à sombra de uma videira....Uma espécie de perfeição. Gostamos sempre de voltar a este restaurante e tentamos sempre reservar esta mesa. Ao lado, não se vê, tem um pequeno parque infantil e os miúdos (9!) ficaram por ali a brincar enquanto os adultos aproveitavam a tranquilidade e frescura do espaço. Obrigada Verão. Estás no bom caminho, só precisas de continuar.

A felicidade..

13.7.16















A felicidade, para os nossos filhos, vem sob forma de exterior. Tudo o que seja na rua e que permita explorar, trepar e saltar, animais e água. Idealmente alguma coisa que lhes permita acabar o dia naquele estado "diretos para o banho". Sempre que lhes damos opção para escolher um programa para o dia ou para o fim de semana sabemos que nos há-de calhar algo assim. Por isso não é de surpreender que um dos seus sítios preferidos para estar seja a terra do avô paterno onde, apesar de não haver praia, há uma quinta cheia de animais (e mangueiras e banheiras que ajudam a passar as horas mais quentes dos dias). Sabendo nós disso não resistimos a rumar a norte quando podemos para os deixar correr e desfrutar daquela liberdade de uma cidade pequena em que podem correr à vontade.
Desta vez o Joaquim vibrou tanto quanto o irmão e ainda hoje fala - todos os dias - no tractor. Já para o Manuel tornou-se hábito dar o milho às galinhas e andar com os cães, seus companheiros inseparáveis, de um lado para o outro na quinta do primo.
E eu, por mais vezes que lá vá, perco-me sempre de amores por esta paisagem tranquila. Estas oliveiras, os animais e a calma e tranquilidade que por ali se respira são qualquer coisa.... Agora, de volta à rotina e ao trabalho ansiamos por mais dias assim. Já eles, continuam como sempre, felizes.

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