A soma dos dias...

11.3.13
No outro dia em conversa com o A. fazíamos uma retrospectiva destes 17 meses de Manuel. Uma súmula, claro. Uma espécie de auto-avaliação a ver onde tínhamos apostado mais, onde tínhamos exagerado mais, onde tínhamos rido mais e por aí adiante.

Uma coisa a que demos muita importância desde o início foi à rotina dos dias do M. Quase obsessivamente, confesso. Banho, refeições, hora de deitar, tentámos que tudo se mantivesse dentro do mesmo alinhamento mesmo com todas as mudanças (3 viagens para um fuso horário de menos 5h, mais de 7 camas diferentes,...) a que este primeiro ano e meio nos obrigou.

E a nossa rotina compensou. O Manuel começou a dormir as noites por volta dos 7 meses com as excepções normais dos dentes, febres, e outras que tais. Acredito que o M. precisa destas rotinas para se sentir tranquilo e seguro e prova disso é que quando estamos em casa as noites são tranquilas e quando estamos fora são por norma uma espécie de luta. Isto para não falar na facilidade que é sair da rotina e a dificuldade que é voltar a entrar nela.

E a rotina lá por casa, inclui também a amizade destes três na fotografia.

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Eu, mãe, me confesso...

7.3.13
Tenho uma confissão a fazer. A cada dia que passa, são cada vez mais os momentos em que me chego ao M. a dar-lhe beijinhos repenicados, a oferecer-lhe (ou a pedir-lhe) abraços apertados, a passar-lhe a mão no cabelo macio. E são cada vez mais os instantes em que o meu coração de mãe se derrete para depois voltar a fazer-se de forte porque é assim que uma mãe tem que ser (ou parecer).

Eu e o A. temos um orgulho sem tamanho no nosso filho (como claro todos os pais têm). Estas características de ultrapassar as contrariedades oferecendo um sorriso, de se adaptar a tantas mudanças e de dar aquelas gargalhadas dobradas por um qualquer motivo que nos faz a nós rir por contágio, estas características e todas as outras, fazem-nos andar de peito cheio. Entre nós os dois dizemos isto, tantas vezes acompanhado por uma reflexão do tipo "e ele tinha tantos motivos para ser um sisudo, refilão e nós acharíamos que sim senhor, que ele podia ser assim porque já tinha tido muitos desafios para ultrapassar e não se podia pedir que ainda fosse um bebé feliz..."...

Mas é, o nosso filho é um bebé feliz e nós só por sermos pais dele, somos cada dia mais felizes.

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Vamos pôr mãos à obra? (6)

6.3.13
É verdade que já falámos de leggings aqui mas o que posso dizer em minha defesa é que acho mesmo que é das peças mais confortáveis para os bebés especialmente quando são pequeninos mas ainda com a idade do M. (16 meses) me parece uma peça de roupa muito prática e que lhe permite total liberdade de movimentos.Depois de ter experimentado fazer umas voltei a ver outra ideia de leggings no Small Fry que me chamou a atenção. Tive sempre muita dificuldade em encontrar leggings para meninos (nas ditas lojas tradicionais) mas assim acho que podemos facilmente personalizar umas básicas (até da secção de menina) e dar-lhe um toque original. Fiquei cheia de vontade de experimentar!

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Depois de ter voltado a tirar a máquina de costura do armário fiquei cheia de vontade de fazer mil e uma coisas (mesmo, literalmente. vocês entendem-me, não entendem?) e um dos próximos projectos é dar uso a umas capulanas lindas que o André me trouxe de Moçambique. Um saco simples para o fim de semana parece ser uma boa ideia e este projecto do purlbee é ideal para principiantes.

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Para não pensarem que estou sempre a pensar em chocolate (bom, mas na verdade penso muitas vezes...) achei que esta ideia da Flagrante Delícia de um bolo de alfarroba era ideal para comer um doce mantendo a consciência menos pesada, princípio que lá em casa resulta por norma muito bem.

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Um jardim encantado...

5.3.13
No fim de semana demos uma escapada ao Porto para estar com os avós e conhecer a MF - a nossa primeira sobrinha!- que acabou de fazer um mês. Tivemos tanta sorte com o tempo que nos fartámos de passear ao ar livre, coisa que o Manuel adora.

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Corre, aponta, mexe nas folhas, e fica numa completa excitação de cada vez que vê um animal: a preferência vai para os cães mas neste passeio pelos jardins da Fundação de Serralves, os passarinhos, os patos, os burros, bois, ovelhas e vacas fizeram as delícias deste reguila.

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Já não me lembrava bem de tantos recantos deste Jardim. Nem me lembrava - confesso- que era tão grande. São 18 hectares! Jardins, mata, quinta, a casa de chá. Há momentos em que dá a sensação que mudámos de sítio tal é a diversidade.

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O M. gostou de tudo mas acho que o lago com os patos ganhou o primeiro prémio do divertimento. E acho que os patos também gostaram dele porque vieram ali para o pé e só saíram quando fomos embora.

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Saímos a pensar: temos que voltar. E isto só pode ser sinal que correu bem. E olhem que não deixa de ser um desafio ter um espaço tão aberto por onde correr atrás de um menino desta idade.

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Alecrim aos molhos...

4.3.13
Já tinha experimentado várias vezes fazer pão em casa mas até agora nenhuma receita me tinha enchido as medidas como esta da Mafalda Pinto Leite . Acho que tenho todos os livros dela - e até já partilhei aqui a receita da base de pizza - porque gosto muito do estilo que adopta, das fotografias e das dicas muito terra a terra que dá.

No outro dia sugeriu uma receita que tratei logo de imprimir para não lhe perder o rasto e no fim de semana aproveitei um Domingo em cheio para pôr mãos à obra.

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A receita retirada do Facebook Dias com Mafalda:

2 chávenas de água morna
1 colher de chá de açúcar amarelo
1 embalagem (20g) fermento fresco
2-1/2 chávenas de farinha integral (usei metade espelta)
2 chávenas de farinha sem fermento
3/4 chávena de azeite 
1 colher de sopa de sal grosso
2 colheres de sopa de alecrim fresco, picado
Farinha de milho, para polvilhar (opcional)

Na tigela da batedeira, misture a água morna, açúcar e fermento fresco. deixe ficar por 5 minutos ou ate começar a "espumar" - sinal que o fermento está vivo ( a funcionar).
Junte as farinhas, azeite, sal e alecrim. Bata com a pá da batedeira por 4 minutos, se a mistura estiver muito húmida (cola-se aos lados da tigela) adicione mais farinha, uma colher de sopa de cada vez..até obter uma massa macia (atenção para não adicionar farinha a mais, isso vai fazer com que o pão fique massudo e pesado). Coloque numa tigela grande untada com azeite. tape com um pano de cozinha húmido e deixe levedar por 1h ou até duplicar em volume. Dependendo do calor da sua cozinha pode demorar mais um bocado. Atenção para manter a tigela longe de correntes de ar.
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Polvilhe um tabuleiro de ir ao forno ligeiramente com farinha de milho, reserve. Vire a massa para uma superfície de trabalho, levemente polvilhada com farinha. Amasse a massa umas vezes e corte em dois pedaços. Forme cada pedaço numa bola, depois forme delicadamente com as mãos cada bola num rectângulo de maneira a formar algo que se assemelhe com uma ciabatta comprida. Coloque na forma preparada. Volte a tapar com o pano húmido, por 15 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200º, quando estiver quente e os levedado coloque no forno por 20 minutos ou até os pães estarem dourados e cozinhados no interior.
Retire do forno e deixe arrefecer

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É uma receita muito fácil de fazer, não requer ingredientes especiais e é perfeita para o lanche ou para uma refeição informal misturados com queijo e enchidos (estou a salivar só de pensar nisso).

Acho que muitas vezes o problema quando fazemos pão é o fermento porque se não estiver "vivo" o pão não leveda e depois não fica fofo. Lembrem-se de que a água tem que estar morna e depois tem que se dar tempo para a mistura começar a borbulhar. E depois é só comer o pão que é assim para lá de delicioso.

2013 em semanas... 9/52

1.3.13
9.52

Queres ser minha amiga?...

1.3.13
Uma das grandes descobertas deste blog tem sido sem dúvida a das possibilidades de encurtar caminho e conhecer pessoas com as quais de outra forma, muito provavelmente, nunca me cruzaria. E acho que a forma como nos expressamos, como trocamos ideias e comentários mostra muito de nós e cria afinidades que dão vontade de passar do virtual ao real. Foi o que aconteceu com a querida Sandra do Manga&Papaia.

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Já tínhamos tentado encontrar-nos antes mas só agora conseguimos alinhar os ponteiros e estar juntas. Juntas e com a Sofia e o Manuel que se entenderam maravilhosamente. De resto a Sofia passou o tempo a chamar o M. pelo nome e eu pude comprovar ao vivo que esta menina é um doce e que aquelas bochechas são ideias para dar beijocas repenicadas!

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Sempre tive a sensação que estas duas irmãs eram um doce (como as frutas, claro) e logo que conheci a Sandra fiquei com aquela sensação de estar a rever uma amiga. Agora só temos que repetir porque uma vez deu para pouco. E um beijinho para o Alentejo para a Vera e claro outro para a mãe destas duas meninas que também gosta de espreitar o Short Story e acompanhar as peripécias do Manuel.

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