Doce Agosto... *

6.8.15
Agosto ainda agora começou e já está a marcar pontos no que deve ser um doce mês. Estes dois meninos têm andado nas nuvens porque quando acordam, depois do pequeno almoço, só têm que decidir o que querem fazer. A maior parte dos dias, claro, ganha a praia e os mergulhos - que agora estão os dois verdadeiros profissionais a dar - mas há manhãs, como a de hoje, em que escolhem antes ir ao parque infantil (exactamente como, de forma muito explicada me pede o Manuel). 
Quando os vejo, como hoje, a brincar juntos como melhores amigos que também são, fico segura que apesar das nossas imperfeições, estamos no bom caminho.
Eu sei que um blog é uma história que contamos e que muitas vezes pode parecer feita apenas de cores alegres mas os desafios são muitos. Tantos. Mas quando me deito à noite e penso na imagem dos sorrisos abertos e das gargalhadas felizes, de dois meninos perfeitamente felizes só a brincar no meio da gravilha sinto que, apesar de todos os desafios, estamos no rumo certo.
Agosto, doce Agosto, vais no bom caminho, por favor, nada de fazer desvios desnecessários. 

* Este post faz também a vez da fotografia da semana 32/52 porque quer dizer, está cheio delas!

Para eles e para nós...

5.8.15

Com o tempo mais quente passamos estamos quase sempre no nosso jardim. Tentamos aproveitar esta enorme sorte que sabemos que temos e eles adoram. Ultimamente o Manuel já sabe (e não nos deixa esquecer) que os jantares do fim de semana são na rua. E já agora os lanches também.
Desta última vez que estivemos nos Estados Unidos andei a namorar estes tapetes mas confesso que me senti um pouco forreta. Foi então que me lembrei os tecidos plastificados (que me lembro de ver nas mesas de refeição que eram postas na rua pela minha avó ) e pensei que poderiam perfeitamente fazer a vez para o que eu pretendia. 
Comprei 1,40 cm de cada (que era a largura deles e eu queria quadrados) e depois cosi-os frente a frente deixando apenas uma pequena abertura que me permitisse voltá-los para o lado direito. Depois cosi por fora essa pequena parte. 

Foi engraçado ver como os miúdos adoraram o resultado final. Como se achassem que esta nova toalha de piquenique (como lhe chama o Manuel) trouxesse um sem fim de possibilidades. Adoram escolher o lado que querem usar para cada uma das actividades e já sugerem que se use para irmos lanchar no jardim. Dobrada ocupa muito pouco espaço e até se pode lavar passando uma mangueira (acreditem, já foi preciso depois de utilizações vigorosas que estes miúdos lhe dão).
Espero que tenham gostado e se estiverem tentados a pôr mãos à obra acreditem quando vos digo que se faz em 30 minutos!

O porto em 1 1/2 dia...

2.8.15

Este fim de semana tivemos os nossos primeiros dias a dois em quase 4 anos. Sim, 4 anos (em Outubro). Nunca se proporcionou por diversas razões sendo a maior seguramente a falta que as avós dos nossos meninos nos fazem. Depois dessa virá o facto de desde sempre nos termos habituado a fazer tudo em família. Primeiro de dois, depois de três e agora de quatro. Habituámo-nos a fazer viagens de avião com eles sem complicar grandes coisas. Muitas viagens. A fazer outras tantas de carro (especialmente nas nossas travessias Lisboa-Porto-Vila Real-Sesimbra-Guarda-Valpaços na altura do Natal). Habituámo-nos a ir a casamentos, almoços e a todos e quaisquer encontros ou viagens sempre em família e nunca aconteceu pôr-mos a hipótese de o fazer de outra maneira até este fim de semana. Depois das viagens mais longas das férias, irmos todos só um fim de semana parecia-nos cansativo demais para eles e depois de alinharmos uma estratégia lá seguimos viagem para o casamento de uma prima do André.
Adiante, adiante.

Habituados a refeições rápidas e a não conseguirmos propriamente saborear todos (a maioria, para ser honesta) os ingredientes tirámos o primeiro dia para ter refeições calmas. Almoçámos na Rua das Flores (que entretanto está pedonal e cada vez com mais restaurantes e esplanadas simpáticas).  Os pratos eram deliciosos (a cheesecake no pequeno vaso é uma atracção, para além de incrivelmente boa, claro) e o espaço é muito descontraído com uma decoração simples e confortável.

O jantar, sem grandes fotografias (porque os pratos eram demasiado bons, acreditem quando vos digo e porque ficámos dentro num espaço com pouca luz) foi neste restaurante imperdível. A sério. Já tínhamos lido que era muito concorrido (e não aceita reservas) por isso fomos cedo. Provámos vários pratos e o que vos posso dizer é que num dos pratos (de atum, com abacate e meloa) fomos tentando adivinhar os ingredientes à vez para tentarmos fazer em casa.  Acho que o André me tem perguntado todos os dias se ainda me lembro de todos e volta a recorda-los com a deixa do ´temos que tentar em breve´. 
No Sábado passámos o dia em modo casamento e eu apaixonei-me por esta árvore cheia de cor. Os casamento emocionam-me sempre. Esta promessa de amor eterno, este entregar-se ao amor com a humildade de aceitar tudo o que tem para nos dar é uma sensação que me faz sempre (a sério, sempre) derramar uma lágrima nas cerimónias.
As última horas foram passadas a comer eclairs. A sério, a fazer um brunch e a comer eclairs. Vou comer alface e rúcula e beber água nos próximos meses, juro. Esperem....acho que já tinha dito isso quando voltei de férias. Bom, vou tentar, então, vou tentar.
Agora, de volta a casa, com os meus meninos a dormir no quarto penso como foi bom aproveitar este tempo a dois. Mas a verdade é que me sinto aliviada por estar de regresso para junto deles.

31.52

30.7.15


Semana de calor, boa disposição e tempo de estarmos todos juntos...

Durante o fim de semana...

29.7.15
O fim de semana começou com um pequeno almoço a três e uma ida à praia com amigos. Mas antes, ainda à saída de casa, claro que não resistiram a uma pausa para bananas, mal viram um cacho que tinha sido apanhado no dia anterior.
Enche-me o peito de orgulho vê-los assim, a comer sem grandes esquisitices e a divertirem-se com tão pouco. E viajo no tempo para a minha infância quando os vejo a correr descalços no chão de calçada madeirense da casa dos meus pais. Incrível como também eu passei a minha infância a andar ali descalça - e hoje em dia faço um ai, ui, ui, ai se tenho que andar um ou dois metros. (para quem não sabe, a calçada madeirense é feita com as pedras de basalto - calhau - que se encontram na praia e portanto não o piso mais regular e confortável, especialmente para corridas...)




Depois de duas semanas fora o pai regressou a casa no fim de semana e foi o paraíso para estes meninos. Com eles mais crescidos fica tudo ainda mais difícil. Por um lado fica mais fácil para mim porque colaboram mais mas por outro fica muito mais difícil para eles porque tomam consciência das ausências e há dias em que não param de chamar pelo pai. O Manuel a fazer-me todas as perguntas e mais algumas sobre o trabalho do pai e o Joaquim a deambular pela casa abrindo e fechando portas sempre a chamar pelo pai.
Aproveitámos por isso o sol e o facto de estarmos todos juntos novamente para fazermos tudo aquilo que eles mais gostam e isso inclui praia, refeições no jardim, brincadeiras e ataques de cócegas surpresa.


No Domingo aproveitámos e fizemos bolachas para o lanche (com estes pequenos ajudantes) e eles, claro, reuniram todos os "amigos" e fizeram um verdadeiro piquenique na sala.

Fizemos uns gelados que são a minha espécie de vício por estes dias (melancia, hortelã, ralar e esperar que congele).

E eles passaram todo o tempo que quiseram na sua piscina no jardim.



Também fiz, por estes dias, esta espécie de toalha de piquenique/multifunções para eles, depois conto tudo aqui. O Sr. Joaquim, que acha que já é grande e não precisa de ajuda de ninguém para nada (a sério, quer fazer tudo sozinho: comer, vestir-se, tira a fralda e vai para a sanita,....yep ) insiste em calçar-se sozinho e algumas das vezes acontece andar assim, de sapatos trocados. E tem que andar assim porque não deixa que ninguém o ajude a pô-los direitos. A sério, estas idades são deliciosas.

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