A simplicidade das mudanças...

5.4.17

Não sei precisar há quantos anos (décadas) andam estes bancos cá por casa mas suspeito que muitos, talvez mais do que eu. Já me lembro de terem tido várias cores e há já alguns anos que os tínhamos trazido emprestados da casa dos vizinhos (aka os meus pais). Colocávamos umas almofadas lisas que tinhamos comprado em algum sitio e por aqui andaram anos e anos. 
Para dizer a verdade já estavam debaixo de olho há muito tempo mas por um ou outro motivo foram sempre ficando para trás na lista das prioridades.
Inspirada por algumas obras que vamos fazer no jardim e como estou por casa, já sem sem grandes limitações - a não ser uma bebé de 1 mês que faz sestas de pulga - deitei mãos à obra e levei a empreitada tão a sério que depois dos bancos passei para as nossas mesas de madeira de refeição (num outro post em breve). 
Queria uma cor alegre mas não forte e inspirei-me na cor original dos pés da mesa  que conseguem ver ao fundo na primeira imagem. Na loja não tinham exactamente a cor que eu queria e andei ali pelo catálogo até escolher esta. E não podia ter ficado mais feliz com o resultado.

Claro que pintar peças com várias camadas de tinta e com todo este trabalhado, não é propriamente fácil mas como queria que tivessem um ar rústico lixei de forma a tirar o maior dos pequenos caroços de tinta de camadas anteriores e depois deitei mãos à pintura. 
Acho que para pintar bem o segredo é ter muita paciência e não querer levar o pincel cheio de tinta. Claro que dá mais trabalho e requer mais tempo mas também acaba por ser um exercício de relaxamento. 

No final completei com umas almofadas usando tecido que comprei aqui próprio para o exterior e para resistir ao sol e à chuva.

Adorei o resultado final e espero que gostem de o ver por aqui também!

Parabéns Pai...

2.4.17

Tirámos o Sábado para celebrar os anos do pai com alguns dias de atraso. Para os miúdos não fez grande diferença este atraso já que não dão ainda muito bem pela passagem dos dias e nós aproveitámos um dia de fim de semana calmo para nos dedicarmos à companhia uns dos outros.
Fiz o bolo logo pela manhã enquanto os miúdos estavam numa festa de anos e inspirei-me nos bolos lindos da minha amiga Cristina (para os meus anos já está um encomendado!). O bolo ficou simples mas delicioso e ficou guardado - apesar de alguns protestos - para ser cortado depois do jantar.
Como era um dia de festa e não queríamos perder muito tempo a cozinhar experimentei o novo serviço do Chef Júlio em que ele entrega em casa doses individuais de diversos pratos embalados a vácuo e congelados. Em casa só temos que descongelar e aquecer. 
Não tinha dúvidas de que seria delicioso e encomendei vários pratos mas mesmo assim, com as expectativas altas, o Júlio conseguiu surpreender-me. Fizemos as almôndegas de frango e estavam deliciosas. A comida é maravilhosa e os preços são muito acessíveis. A solução perfeita para quem quer brilhar com pouco tempo ;)  

Os nossos dias por aqui têm sido assim. Calmos - tanto quanto é possível com dois reguilas e uma bebé - ao sabor do que nos apetece. Agora vamos arrancar com uma série de desafios e acho que temos provavelmente aproveitado para carregar as baterias, bem vamos precisar.

Parabéns Pai. Que bom que és nosso.

Conclusões *

23.3.17


"Conclusões

É importante começar esta crónica com uma declaração de interesses. Fui mãe, pela terceira vez, há pouco mais de quinze dias. Gosto de apresentar os factos à partida para que prevaleça a honestidade. Neste caso em particular, a honestidade de, deliberadamente, correr o risco de não fazer sentido nenhum nestas palavras escritas o que tem acontecido com enorme frequência com as minhas palavras pensadas.

No meio do nosso dia a dia – de uma família recém designada como numerosa – dou comigo muitas vezes a pensar de como tudo parecia fácil quando eram as nossas avós a fazê-lo. Nesse tempo três filhos eram, para a maioria das famílias, poucos. Seriam por norma mais alguns e ainda assim as mães faziam-no com uma aparente facilidade que me intriga. Especialmente agora em que luto para chegar ao fim do dia sem perder todos os cabelos ou conseguindo a hercúlea proeza de tomar banho com tempo para lavar e secar o cabelo que ainda me resta.

Para não falar na hora das refeições ou dos banhos. Esse exercício de equilíbrio mental. A partir da hora do almoço, altura em que o café começa a deixar de fazer efeito – e em que escrevo esta crónica – estas dúvidas adensam-se. É quando concluo que a única possibilidade é a de que as nossas avós não dessem banho aos filhos. Ou que eles se lavassem, limpassem e vestissem sozinhos. Sem reclamar que não queriam aquele pijama. E muito menos aquelas meias. As mesmas que teriam calçado no dia anterior de feliz agrado. E só posso juntar a estas minhas conclusões que estes filhos tão pouco comiam, ou que o faziam à hora que queriam ingerindo unicamente aquilo que lhes apetecia naquele exato minuto.

Depois de tiradas estas conclusões, já com poucos cabelos e com os que restam, claramente por lavar, adormeço enquanto tento ter uma conversa que não envolva mudança de fraldas, leite ou refeições para o dia seguinte."

* Crónica que escrevi para a  revista Açúcar do Jornal da Madeira neste mês de Fevereiro e que achei que fazia sentido partilhar aqui. "Eu vou conseguir" é agora provavelmente o pensamento que mais vezes repito para mim mesma ao longo do dia! :)


Ultimamente, por aqui...

7.3.17

Ultimamente, por aqui, como devem calcular, os dias têm passado a correr. A voar e a escapar-me sucessivas vezes, por entre os dedos. A uma velocidade estonteante. Tive que chegar ao terceiro filho para ter esta sensação de que não tenho tempo para nada.
A nossa Isabel fez um mês, é uma bebé tranquila (apesar de não nos dar as melhores noites) e continua a ser o encanto dos irmãos. Há rituais que já se instalaram. Os abraços e beijinhos do Manuel e o colinho que o Joaquim insiste em dar todas as noites antes de ir dormir.
As primeiras semanas de vida desta pequenina foram passadas em modo "família intensivo" o que quer dizer que as passámos a cinco, a tempo inteiro, longe de casa, com chuva na rua. Por um lado foi bastante cansativo, para nós, pais. Mas para eles, foi um presente maravilhoso. Entrámos na rotina, habituaram-se à irmã e participaram nas pequenas tarefas e actividades do dia a dia. Quando regressámos a casa e eles à escola já sabiam o que se passava em casa quando iam para a escola e penso que isso foi muito bom para eles e lhes deu uma segurança de que nada mudou com a chegada da Isabel.
Antes de regressarmos a casa tivemos um ou dois dias de céu azul. E o Porto é uma cidade ainda mais bonita com esta luz. Aproveitámos e fomos dar o primeiro passeio com a nossa pequenina a um parque infantil perto de casa. O nosso primeiro passeio a cinco.

Este ano tinha-lhe dito que não conseguia fazer os fatos para o Carnaval. Tive esta conversa por telefone com o Manuel e pensei que ficaria contente por poder ir com um fato de super-herói da loja. Nessa altura fez uma pausa e respondeu-me com a maior naturalidade que queria ir de Hamster. Na impossibilidade de lhe fazermos essa vontade corremos as lojas todas quando ele nos deu a hipótese de ir de cão. Não foi fácil mas conseguimos e ele adorou. O Joaquim mascarou-se pela primeira vez com vontade de o fazer e sem ter que ser convencido. E se querem a minha opinião estava o Buzz mais bonito desde o infinito ao mais além.

De regresso a casa e a estas temperaturas mais amenas, já nos vamos aventurando em algumas saídas com a Isabel. Numa das vezes fomos visitar um novo café no Monte Palace, o Greenhouse Coffeeroaster. O espaço é encantador e a comida maravilhosa. Perfeito para um almoço leve ou um brunch de fim de semana.
Para já apenas é possível ir ao café pagando entrada nos Jardins mas no futuro penso que poderá ser possível ir ao café sem pagar a entrada.

Celebrámos um mês de Isabel com uma ida ao parque e com um almoço de Mac n´Cheese (uso sempre esta receita) o que é garantidamente receita de sucesso para um almoço para os adultos e para as crianças. Se ainda não experimentaram, vão por mim, e experimentem um destes dias.

Claro que uma ida ao parque com estes dois inclui sempre uma dose moderada de nervos de aço. São rapazinhos e gostam de o mostrar a cada oportunidade. Mas como diz o André. Alguma coisa devemos estar a fazer bem porque lá felizes estes dois são. E isso basta-nos.

A nova velocidade dos dias...

27.2.17

A chegada da irmã despertou nos nossos rapazinhos uma série de novos instintos. Andam sempre à volta dela a enchê-la de beijinhos e abraços e querem ser os seus protectores. Auto denominam-se os seus guardiões.
Eles gostam tanto e têm tanta curiosidade em torno da irmã que tentamos sempre incluí-los nestas novas rotinas: banho, refeição, mudança de fralda.
Mas o que querem mesmo é pegar ao colo e assustam-se de cada vez que chora. Por isso, sempre que pedem, tentamos criar um ambiente propício a que fiquem ali a dar mimos à maninha como lhe chamam.

E claro que tudo o que envolva uma cama, envolve, invariavelmente, uma sessão de saltos. Este ar de felicidade estampada nos rostos destes rapazinhos enche-nos a nós por contágio.

Sete dias de Isabel...

20.2.17


A chegada da Isabel a casa foi exactamente como tínhamos imaginado: cheia de amor e rodeada de caos. O mesmo caos em que vivemos o nosso dia a dia. Um caos sem o qual já não sabemos nem queremos viver. Aquele caos de quem tem dois rapazinhos em casa com 3 e 5 anos, cheios de energia e vontade de brincar às apanhadas dentro de portas, que gostam de fazer casas com almofadas e que ocasionalmente gostam de descansar no sofá. A juntar a todo este - para nós já rotineiro - caos, junta-se uma recém nascida e esta família de cinco durante duas semanas, a tempo inteiro, em casa. 

Dito isto, adoro esta primeira fotografia que acho que reflete na perfeição o estes primeiros dias e a pequena sessão de fotografias que fizemos com a Carina Oliveira. Não podíamos ter gostado mais do resultado e esta é apenas uma pequena amostra.

Gosto especialmente da imagem real. De nem uma vez a Carina nos ter pedido para sorrir para a fotografia. Ou para fazer pose. Já tínhamos tido a Carina a fotografar o baptizado do Joaquim e por isso não foi uma surpresa esta sua serenidade debaixo de fogo :)


Perguntam-me muito sobre a reacção dos irmãos à chegada da Isabel e a verdade é que não podia estar a correr melhor. Mesmo apesar de o Joaquim se ressentir um pouco de já não ser o mais novo e não compreender bem porque é que a mana não brinca com eles (a fotografia da Isabel a chorar é o resultado de um carinho mais intenso do irmão). Mas querem sempre enchê-la de beijos e abraços. Querem pegá-la ao colo e temos que andar sempre mais atentos.

É uma espécie de nuvem, esta em que andamos. Exaustos e a tentar desdobrar-nos em mil para não deixar descurar nada (ou tudo). Mas não trocava esta exaustão por nenhum descanso. Aqui, agora, estou onde sempre quis estar.

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