O parque encantado...

18.9.15
  
A primeira vez que fomos a este parque foi o ano passado com a Susana para tirar estas fotografias. Gostámos tanto do parque, sempre muito vazio e com este ar de floresta no meio da cidade (chama-se Parque José Gomes Ferreira também conhecido como Mata de Alvalade) que sempre que podemos voltamos lá. Foi o que fiz numa das manhãs que estive sozinha em Lisboa com estes dois pequenos aventureiros que neste dia informaram-me que eram exploradores. E assim foi, de paus nas mãos (sempre os paus e sempre dois a dificuldade em convencê-los de que os paus não podem vir connosco para casa), subiram às árvores, empurraram troncos e "lutaram" contra os ramos das árvores. Rapazes, sabem como é, certo?...
  
Adoro abrir o armário da casa de Lisboa - onde vivi durante 7 anos enquanto estudei e trabalhei lá - e encontrar peças de há 15 anos atrás que continuam a fazer sentido no meu dia a dia como estas sapatilhas. Porque há dias em que continuo a sentir-me (e a vestir-me) como uma verdadeira adolescente. Olho para esta minha roupa: camisa, ganga e all star e lembro-me de mim muitas vezes assim vestida assim aos 13, 15, 18, 25 e agora, aos 38. u-a-u. 
  
 
 
E hoje é sexta-feira e o pai chega à noite depois de quase 3 semanas fora e nós estamos em pulgas e a ansiar por estes dias a 4. As saudades não matam mas às vezes parece que sim.
Bom fim de semana!

Rewind... (1)

16.9.15
Muitas vezes dou por mim a ir buscar aos arquivos ideias do que já fiz para fazer de novo. Pequenos projectos, receitas, ideias para o fim de semana,...
Por isso achei que faria todo o sentido fazer por aqui uma espécie de rewind do que já foi feito!
Neste primeiro post fiz uma espécie de top 4 de coisas que me lembram o Outono:

A camisola de tricot que fiz no ano passado e que estou cheia de vontade de voltar a vestir e de voltar a fazer uma semelhante. Porque o projecto é muito fácil de seguir e porque se faz facilmente num fim de semana!

Estas Focaccias maravilhosas que fiz no ano passado para levar a um jantar de amigos e que não saíram da minha cabeça desde então. Lá em casa ficámos todos fãs.

Os carimbos que fiz com a Luísa e que ainda hoje têm utilidade em tantos projectos diferentes que vamos fazendo lá por casa, inclusive nas simples brincadeiras dos miúdos.

O pão de leite que nos enche as medidas e que adoramos fazer ao fim de semana. Esta altura em que as manhãs já são mais frescas pedem uns pequenos-almoços assim reforçados.

Espero que gostem destes pequenos rewinds porque efectivamente há coisas que não passam de moda e que fazem sentido voltarmos a fazer!

As pequenas coisas...

15.9.15
Há já algum tempo que estas pequenas peças de tear me intrigavam e me davam vontade de deitar as mãos à obra e experimentar mas a última coisa que me apetecia era ter que comprar acessórios para as poder fazer. Por isso quando no outro dia vi neste post que podia fazer o meu próprio tear em casa quer dizer. Admito, nem pensei duas vezes. Enquanto os meninos brincavam na areia preta pedi ao meu pai pregos, madeira e martelo e depois fui buscar um pequeno apanhado de restos de fios que tinha (incluindo os restos desta camisola, lembram-se?) e que achei que podiam ficar bem juntos. Depois entre a sesta e as brincadeiras e seguindo as instruções fantásticas e claras que são dadas nesta série de tutoriais comecei a calmamente a fazer fazer de acordo com os fios que tinha. 

O material que usei:
Para o tear improvidado: tábua em madeira, pregos, martelo e régua;
Para a peça em si: fios diversos, agulha, tesoura e pau que apanhei do jardim.

Há uma série de acessórios que vejo que são usados e que podem ajudar no trabalho mas fui pressionando os fios com os dedos e com a régua (para juntar bem as carreiras) e acho que não correu mal. Claro que olhando com olhar mais atento há uma série de falhas que podem ser melhoradas num próximo trabalho mas para primeira experiência deixou-me muito orgulhosa. A mim e aos meninos que pediram logo para que ficasse no quarto deles. E assim foi.

Agora já estou a pensar adicionar mais alguns pregos ao meu tear para fazer o próximo trabalho mais largo. Ou próximos porque garanto-vos que isto pode ser viciante. Para além de poder ser também um óptimo presente de Natal. Mas quem é que pensa nisso em Setembro, não é? (bom.....espero não ser a única?).

Mais dias assim...

14.9.15
Se os meus filhos pudessem escolher, tenho a certeza que escolheriam viver num sítio assim. Com animais, espaço para correr livremente e liberdade para andarem sujos até à hora do banho. Num destes dias, antes de regressarmos a casa, fomos ter com queridos amigos a uma pequena terra perto de Alcobaça e não podíamos ter gostado mais.
Por entre as motas, os animais e as constantes corridas e gargalhadas, chegámos ao fim do dia de coração cheio e com saudades de ter mais momentos assim. 
Eles passaram a vida a correr para ir ver os leitões, os coelhos e as galinhas e eu passei grande parte do tempo a comer figos. Pois. Acabados de apanhar. E ainda descobri que crescem assim as nozes antes se serem secas e estarem prontas a comer. Cresci com galinhas e coelhos em casa dos meus avós maternos e a percorrer os pomares, olivais e a passear nos currais dos meus avós paternos, mas foi preciso chegar a esta idade para descobrir como é uma noz acabada de colher. Por um lado fico surpreendida (e um bocadinho envergonhada) mas por outro, feliz, por perceber que há tantas coisas bonitas a tão curta distância de conhecer.

à espera do outono...

11.9.15

Há qualquer coisa nas mudanças de estação....que fazem com que sintamos que há algumas coisas que nos podem fazer falta (na verdade claro que não fazem falta nenhuma....) no armário lá de casa. Desta vez fiz um window shopping sem olhar a limitações porque este apanhado de peças é o que eu não me importava mesmo nada de ter para este Outono/Inverno. 

Um// Não vivo sem riscas, acho que já perceberam...e os básicos desta marca enchem-me sempre as medidas.
Dois// Saia linda para usar de mil formas diferentes.
Três// Ando há meses a namorar os sapatos desta marca. feitos à mão com peles que parecem vestir como luvas macias.
Quatro// Não consigo deixar de olhar para este casaco. Não consigo.
Cinco// Porque nunca temos jeans a mais....
Seis// Ando de olho em vocês!
Sete// As primeiras peças que conheci desta marca foram os jeans numa viagem que fizemos aos EUA e desta última vez acho que parei em todas as lojas que encontrei. esta camisa faz-me falta. digo eu.
Oito// Andei a namorar esta saia em Madrid e ainda gosto dela...
Nove// Perfeitos para as longas caminhadas e para andar atrás dos meninos.
Dez// Há uns anos atrás ofereci uns óculos desta marca ao André e são de óptima qualidade. Resistentes e lindos. Mas tenho a sensação de que estão cada vez mais caros. estes são lindos, já os experimentei em duas lojas mas são um daqueles sonhos de consumo distantes.
Onze// As primeiras peças que tive da COS comprei numa viagem de formação de fiz a Londres há uns anos atrás ainda antes de estar grávida do Manuel. O corte é sempre surpreendente e os materiais são de óptima qualidade. Aproveito sempre os saldos e mesmo para crianças costumo sempre comprar algumas t-shirts que duram imenso tempo sempre em bom estado.
Doze// O centro de toda esta lista. O último que foi o primeiro. Quero muito estes sapatos feitos à mão. Não necessariamente nesta cor. Mas sei que quero. Só não sei quando.

O dia do Joaquim...

9.9.15
Baptizámos o Joaquim. Foi um dia lindo, exactamente como tínhamos imaginado. A cerimónia foi na mesma igreja e com o mesmo Senhor Padre do Manuel e foi simples e especial. Os miúdos andaram felizes a correr e a brincar e os adultos tiveram tempo para conversar.
Lembrámos as avós que agora nos guiam de longe e agradecemos aos avôs por nos acompanharem neste desafio que é criar dois meninos num mundo cada vez mais exigente. A vida tem encontrado o seu rumo e tentamos fazer o melhor que sabemos a cada percalço que encontramos.
Nestas coisas das festas somos pessoas de gostos simples. Não temos grandes decorações nem temas mas gostamos de ter uma recordação do momento e não podíamos estar mais contentes com esta primeira amostra que recebemos das fotografias da Carina Oliveira. O dia estava quente (incrivelmente quente, acreditem quando vos digo) e a última coisa que nos apetecia - especialmente às crianças - era parar para tirar fotografias. E ainda assim saíram estas. E mais importante que estas fotografias foi ver os meus filhos no fim do dia - pés sujos de correrem descalços nas infinitas brincadeiras - a dizerem que tinham gostado muito do dia. Não há coisa melhora que essa. A sério.

Os dias longos...

8.9.15
Há sítios onde não nos cansamos de voltar e sempre que temos uns dias da terra do avô paterno os meninos - especialmente o Manuel - não descansam enquanto não vamos ver os animais do primo Paulo. Esse é mesmo um dos assuntos favoritos cá por casa. Quando vemos os animais nos livros o Manuel lembra sempre os que vimos lá na quinta e o que fizeram e aquela vez em que andou de trator.  Nestas alturas pensamos sempre quem como devem estar orgulhosas as avós ao verem estes meninos destemidos a brincar no campo, no meio dos animais como elas sempre imaginaram que iria acontecer. Como ficamos nós também por ver que é disto que eles mais gostam. De andar, descobrir, explorar e aprender.
Estes dias ficaram ainda melhores porque tivemos a companhia de queridos amigos que vibraram com cada momento tanto como nós e isso fez-nos sentir incrivelmente felizes. Outra coisa que nos fez - a todos - brilhar o olhar foi o tempo que passámos a comer amoras que íamos apanhando directamente da amoreira (e não as amoras selvagens que eram as únicas que tinha colhido até agora) uma árvore enorme e carregada onde nos levou o primo Paulo. Na altura, sob um calor intenso pensei que não fosse compensar a viagem mas quando lá chegámos (com ele a prometer que iria valer a pena) e olhámos para aquela árvore carregada de amoras lindas de encher o olho, vimos logo que tinha valido a pena.
E agora, de volta a casa, de volta à rotina da escola e ao novo desafio que é o Joaquim começar também esta nova fase. Mas carregados de boas memórias. Daquelas que não têm preço. 
Boa semana!

Este mundo que é o nosso...

4.9.15
Nestes últimos dias as notícias têm sido tão cruéis que quase dói saber a sorte que temos em viver deste lado do mundo onde podemos escolher o que fazer a cada dia e onde temos a possibilidade de criar os nossos filhos em paz e liberdade. Não acredito que tenha havido uma pessoa sequer a ficar indiferente às imagens lancinantes das crianças e a histórias como a deste pai. Assim como não acredito que tenha havido uma pessoa que não tenha fechado os olhos ao ver esta imagem. Porque dói tanto e há tão pouco que nós, individualmente, possamos fazer. Mas todos juntos acredito que podemos fazer alguma diferença. Este artigo está muito completo. Eu já contribui aqui e aqui.
Acredito também que a forma como educamos os nossos filhos para a igualdade e respeito pelo outro é um passo muito grande para a construção de um mundo melhor e tentamos fazer isso a cada dia.
Nestes dias, mais do que em todos os outros tenho-os apertado bem contra mim e tenho-os lembrado sempre o quanto são amados por nós. Todos os segundos, para toda a vida. Para que as mãos deles nunca se escapem das nossas....

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